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Opositores criticam Agnelo por visita ao presidiário Dirceu

Como revelou VEJA, governador do Distrito Federal esteve com o mensaleiro na Papuda em 20 de fevereiro. Gestão do petista também concedeu privilégio a condenados

Por Gabriel Castro, de Brasília
1 mar 2014, 16h38

Parlamentares de oposição reagiram neste sábado à revelação de que o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, visitou o ex-ministro José Dirceu na cadeia no dia 20 de fevereiro. A informação, revelada por VEJA, surge depois de a Justiça ordenar o fim dos privilégios aos mensaleiros detidos na Papuda, complexo presidiário sob a gestão de Agnelo.

O deputado federal Izalci Lucas (PSDB-DF) diz que o episódio apenas confirma a subordinação de Agnelo aos chefes do PT: “José Dirceu continua mandando no Partido dos Trabalhadores. Eles continuam dando ordem de dentro das prisões. É como se o governador fosse um funcionário”.

O tucano diz que, depois que vieram à tona os privilégios concedidos aos condenados do mensalão na Papuda – e que causaram a demissão de um diretor e um vice-diretor do presídio -, vários parentes de detentos o procuraram para expressar indignação com o caso. “O problema é que o PT não sabe separar o que é público do que é privado”, diz o parlamentar.

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A deputada distrital Eliana Pedrosa (PPS), que faz oposição a Agnelo, diz que o petista dá mau exemplo porque, além de ter visitado um condenado pela Justiça, não respeitou as regras que exigem o registro dos visitantes que entram na Papuda: “O exemplo é tudo. E o governador passa a mensagem de que o chefe de Estado local não precisa cumprir a lei”, afirma ela.

O caso deve ser utilizado na disputa pelo governo do Distrito Federal. Izalci e Eliana Pedrosa pretendem concorrer ao cargo de Agnelo, que é candidato à reeleição.

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O líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno, também protestou. Em nota divulgada nesta sábado, ele afirmou que Agnelo se julga acima da lei. “O governador, em vez de respeitar a liturgia do cargo e ser um cumpridor da Lei de Execuções Penais, faz o contrário. Este é o DNA do PT, marcado pelo abuso no exercício do cargo e pelo desrespeito à lei e às instituições”, disse ele.

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