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Haddad: ainda longe de protagonizar a campanha do PT

O pré-candidato petista à prefeitura jurou que não havia sido informado do teor da reunião entre Lula e Eduardo Campos, realizada neste domingo

Por Thais Arbex
27 mar 2012, 07h17

Principal interessado no desfecho da conversa entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Eduardo Campos, presidente nacional do PSB e governador de Pernambuco, Fernando Haddad jurou que não havia sido informado até a noite desta segunda-feira sobre o teor do encontro, que ocorreu na noite de domingo. Lula recebeu o governador em seu apartamento em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, para tratar especialmente do apoio dos socialistas à candidatura de Haddad à sucessão do prefeito Gilberto Kassab.

Participaram do encontro – que durou cerca de 3 horas – o vice-presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, o presidente nacional do PT, deputado Rui Falcão, e o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho. O pré-candidato do PT à prefeitura da capital paulista, contudo, nem foi convidado.

“A ansiedade não parte da minha personalidade”, disse o petista durante visita à região do Itaim Paulista, na Zona Leste da capital. “Aguardo os acontecimentos com muita parcimônia e tranquilidade. Tudo tem seu tempo. Se estivesse curioso, teria ligado ontem mesmo”, completou, afirmando que esperava uma ligação de Rui Falcão para ser “comunicado do ocorrido”.

Apesar de Haddad reiterar diversas vezes que a ausência de Lula não tem comprometido as articulações da pré-campanha e que a palavra final é sempre sua, o PT admite que, sem o ex-presidente, as negociações caminham a passos lentos. Mesmo com Lula assumindo as negociações políticas para as eleições de 2012, Campos saiu do encontro avisando que a decisão sobre o apoio a Haddad só sai em junho.

“Não há decisão antes de junho”, afirmou Campos nesta segunda-feira em entrevista por telefone à Rádio Folha, do Recife. Segundo o governador pernambucano, isso foi dito a Lula na noite de domingo. Em outra entrevista, desta vez à rádio Jornal do Recife, Campos afirmou que também reiterou ao ex-presidente a intenção de caminhar junto com o PT em nível nacional. “Reafirmamos de parte a parte a aliança estratégica do PT com PSB em nível nacional, na base de sustentação do governo Dilma, mas sabemos que nas eleições municipais temos de conviver com as contradições que são próprias das disputas nas cidades”, disse o governador.

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Coerência – Mesmo sem ter informações sobre o encontro, mas seguro de que “a conversa foi boa”, Fernando Haddad disse que conta com a coerência do governador Eduardo Campos para que o acordo entre PT e PSB seja selado em São Paulo. “Conheço o Eduardo Campos, é um governador que admiro e que tem uma trajetória de coerência. Confiamos nesta parceria, que é estratégica”.

Para Haddad, as duas legendas têm “todas as condições de estarem juntas nesta jornada”. O ex-ministro da Educação afirmou, entretanto, que o PT precisa respeitar o cronograma estabelecido pelo governador pernambucano. “Se Eduardo Campos entende que precisa de mais tempo para amadurecer essa decisão e anuncia-la, nós temos que conceder”, disse. “Até porque o PSB é um parceiro preferencial para o Partido dos Trabalhadores”.

A aposta dos petistas que participaram do encontro é que Campos dificilmente dirá não a um apelo pessoal de Lula, mas eles deixaram a reunião deste domingo admitindo que selar uma aliança em São Paulo será “trabalhoso” e sinalizaram que estão dispostos a respeitar o tempo de Campos. “No tempo devido, o acordo vai acontecer, sim”, afirmou Falcão. “Temos um processo em construção, que antes de junho não se resolve. Um processo trabalhoso”, admitiu Marinho.

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