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Dilma cancela envio de equipe aos EUA

Por causa de espionagem, diplomatas, seguranças e cerimonialistas não vão mais fazer preparativos da visita presidencial ao governo Barack Obama

Por Da Redação
5 set 2013, 10h03

A presidente da República, Dilma Rousseff, mandou cancelar o envio da equipe que embarcaria no próximo sábado para Washington, nos Estados Unidos, com objetivo de preparar sua visita de estado ao país em outubro. A suspensão ocorre após Dilma ameaçar, nos bastidores, recusar o convite do presidente dos EUA, Barack Obama, por causa das suspeitas de espionagem sofrida pelo governo brasileiro.

A equipe precursora, formada por agentes de segurança, diplomatas e cerimonial da Presidência, faz o primeiro reconhecimento para a visita, analisando questões de logística, hospedagem, transporte, rotas e instalações em geral – e também a agenda prevista e os acordos que podem ser assinados.

Normalmente, a antecedência não é tão grande, mas a viagem era tratada como especial por questões de segurança.

A suspensão da equipe precursora não significa que a viagem está já cancelada – há tempo suficiente para remarcá-la, já que a visita deve acontecer apenas no dia 23 de outubro -, mas é uma demonstração, para o governo americano, do nível de desagrado no Palácio do Planalto.

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A irritação da presidente com a revelação de que ela pode ter tido mensagens eletrônicas monitoradas continua grande, a ponto de ela estar, segundo assessores, sem disposição de conversar com Obama em São Petersburgo, na Rússia, onde ambos participam da reunião do G20.

De acordo com um assessor, Dilma informou que, para que a presidente fosse convencida da importância de confirmar a viagem era preciso, por exemplo, que os EUA pedissem desculpas pelas espionagens, se retratassem e assegurassem que não vão mais fazer isso – o que é bastante improvável que aconteça, dados os sinais negativos do governo Obama até agora.

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A decisão definitiva sobre o cancelamento deverá aguardar até que os americanos apresentem suas novas justificativas – dessa vez, exigidas por escrito. Setores do governo ainda defendem a viagem, mas Dilma espera uma resposta bastante diferente da recebida até agora. “Frustrante” e “decepcionante” foram os adjetivos usados pelo governo brasileiro para descrever o resultado da recente missão política do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que ouviu apenas “nãos” e vagas promessas de um grupo de trabalho entre os dois países – proposta não aceita pelo Brasil.

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(Com Estadão Conteúdo)

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