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Cláudia Cruz reforça pedido por depoimento de ministro de Temer

Além de Maurício Quintella, mulher de Eduardo Cunha classifica como 'essencial' que Moro ouça relator do impeachment na Câmara e outros dois deputados

Por João Pedroso de Campos Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 1 set 2016, 16h51 - Publicado em 1 set 2016, 16h36

Ré na Operação Lava Jato pelos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas, a jornalista Cláudia Cruz, mulher do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, reforçou ao juiz Sergio Moro a necessidade dos depoimentos de quatro dos oito deputados ou deputados licenciados arrolados por ela como testemunhas de defesa.

Conforme a petição encaminhada ontem ao magistrado pelos advogados de Cláudia Cruz, são “imprescindíveis” as oitivas do atual ministro dos Transportes, Maurício Quintella Lessa (PR), licenciado do mandato na Câmara, além dos deputados Hugo Motta (PMDB-PB), Carlos Marun (PMDB-MS) e Jovair Arantes (PTB-GO), relator do impeachment de Dilma Rousseff na Câmara.

“(Os depoimentos) são essenciais à demonstração acerca da ausência de conhecimento/envolvimento de Claudia Cordeiro Cruz com os negócios de seu marido e a inexistência de dolo eventual ou cegueira deliberada em seu comportamento”, diz o documento enviado a Moro pela defesa da jornalista.

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Em relação aos depoimentos dos outros quatro colegas de Cunha, Felipe Maia (DEM-RN), Gilberto Nascimento (PSC-SP), Átila Lins (PSD-AM) e o ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB), também licenciado do mandato parlamentar, os advogados da mulher do ex-presidente da Câmara concordaram que sejam enviados por escrito.

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Gastos de luxo – Cláudia Cruz é suspeita de esconder recursos de propina em uma conta secreta no exterior da qual era beneficiária final e utilizar o dinheiro para pagamentos e gastos de luxo.

Conforme a denúncia do Ministério Público aceita por Sergio Moro em junho, o empresário Idalécio de Castro Rodrigues de Oliveira pagou propina a Eduardo Cunha em troca de facilidades em um contrato de aquisição de direitos de participação na exploração de um campo de petróleo no Benin, país no leste da África.

Ao todo, teriam sido pagos a Cunha 1,311 milhão de francos suíços, o equivalente a 1,5 milhão de dólares. Na transação, o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Jorge Zelada teria atuado como intermediário no acerto dos valores.

Os investigadores apontam que parte da propina acabou remetida a contas no exterior registradas em nome de offshores ou trusts, que alimentavam o cartão de crédito utilizado por Cláudia em compras de artigos de luxo. Os recursos que aportaram na conta dela foram utilizados para a compra de bolsas, sapatos e roupas femininas de grife e para o pagamento de cursos dos filhos em instituições como a Malvern College (Inglaterra) e a IMG Academies LLP (Estados Unidos).

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