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Vídeo: Fortes chuvas deixam Nova York debaixo d’água

Serviço Meteorológico Nacional revelou que este mês é o segundo setembro mais chuvoso da história da cidade, com 300 milímetros de chuva

Por Da Redação
Atualizado em 29 set 2023, 18h35 - Publicado em 29 set 2023, 18h10

Fortes tempestades deixaram a cidade de Nova York, nos Estados Unidos, debaixo d’água nesta sexta-feira, 29, levando o prefeito da cidade, Eric Adams, a declarar estado de emergência. Estradas estão alagadas, linhas de metrô inteiras foram fechadas e voos foram cancelados, enquanto centenas de milhares de estudantes tiveram suas aulas interrompidas. Segundo o jornal americano The New York Times, ao menos 150 instituições de ensino relataram inundações e 105 ônibus escolares enfrentaram atrasos, tendo o transtorno afetado, em peso, crianças com deficiência.

“Há um alerta de viagem em vigor até às 6h de amanhã. Muitas estradas estão inundadas. Evite dirigir. Nunca dirija em águas inundadas. Metrôs e ônibus são significativamente impactados”, escreveu o prefeito nas redes sociais. “Estamos trabalhando com a Metropolitan Transportation Authority para fazer as coisas funcionarem novamente. Se não precisar viajar, aguarde.”

Apesar das críticas de parte dos pais pela permanência das aulas em meio às tempestades, o reitor das escolas, David C. Banks, defendeu a abertura das escolas na manhã desta quarta-feira pela “grande perturbação” que o fechamento dos estabelecimentos traria às famílias trabalhadoras. O porta-voz do Departamento de Educação, Nathaniel Styer, acrescentou que as escolas “tem planos de segurança em vigor e são treinadas anualmente para se prepararem para dias como hoje”, de forma a não colocar a vida de crianças e adolescentes em risco.

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Em depoimento ao NYT, Matthew Weeks informou que levava a filha de três anos para a creche quando a linha de metrô em que estava foi interrompida. Ao todo, eles ficaram presos no vagão por duas horas. Em meio ao longo período de espera, alguns passageiros teriam começado a fumar cigarros e maconha e outros desbravavam os túneis escuros, de acordo com Weeks. O pai afirma que autoridades municipais e de trânsito não administraram o problema “de forma eficaz”.

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As inundações provocaram interrupções no serviço de metrô de Nova York e no sistema ferroviário Metro-North, informou a Metropolitan Transportation Agency, empresa responsável. Algumas linhas de metrô foram suspensas e parte dos trens foi redirecionada sem aviso prévio. Vídeos publicados nas redes sociais mostram cascatas de água descendo pelas escadas das estações, enquanto a intensa chuva passava pelo teto e alagava tanto os trilhos quanto as plataformas.

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O sistema aéreo também enfrenta problemas. O tempo de espera supera uma hora no Aeroporto Internacional Newark Liberty e no Aeroporto Internacional Boston Logan, chegando a três horas nos voos de ida do Kennedy.  Em La Guardia, as enchentes ocasionaram o fechamento do Terminal A. O espaço aéreo de Nova York é o mais movimentado do país, segundo Ian Petchenik, porta-voz da Flightradar24 , uma empresa de rastreamento de voos . Cerca de 30% dos voos nos Estados Unidos passam pela cidade.

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O foco de atenção das autoridades está voltando para moradores das regiões mais afetadas, como o Brooklyn. Há apenas dois anos, os efeitos do furacão Ida causaram inundações em porões no Queens, matando 11 pessoas. Muitos desses apartamentos, que muitas vezes são alugados a imigrantes e a pessoas em situação de vulnerabilidade, até hoje não apresentam rápidas rotas de fuga.

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“Não espere até que a água chegue aos seus joelhos antes de sair. Não espere até que seja tarde demais”, advertiu a governadora Kathy Hochul.

Um levantamento do Serviço Meteorológico Nacional revelou que este mês de setembro é o segundo mais chuvoso da história de Nova York. A instituição aponta que os índices pluviométricos alcançaram a marca dos 300 milímetros, o maior em mais de 140 anos, quando a famosa cidade, em setembro de 1882, superou os 418 milímetros. Meteorologistas destacam, no entanto, que Manhattan já enfrentou a pior parte das chuvas, que deverão se deslocar para o leste nos próximos dias.

 

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