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Vaticano confirma caso de Covid-19 na residência oficial do papa Francisco

Pontífice, que teve parte de um pulmão removida por uma doença durante juventude na Argentina, é testado regularmente

Por Da Redação - 17 out 2020, 13h34

O Vaticano anunciou neste sábado, 17, que um homem que vive na mesma residência que o papa Francisco testou positivo para Covid-19 e foi colocado em isolamento.

“Foi registado um caso positivo de Covid-19 entre os residentes do Vaticano. O paciente, por enquanto assintomático, foi isolado, assim como todos os que com ele conviveram”, afirmou a assessoria de imprensa da Santa Sé, acrescentando que o contaminado havia “deixado temporariamente a residência Santa Marta, onde mora”.

O comunicado não deu detalhes sobre o estado de saúde do papa, que desde que foi eleito se estabeleceu em Santa Marta e não no palácio apostólico. O pontífice, que teve parte de um pulmão removida por uma doença durante sua juventude na Argentina, é testado regularmente para o novo coronavírus.

“A saúde de todos os moradores é monitorada constantemente”, afirmou a Santa Sé, sem dar mais detalhes. Em março, uma pessoa que morava na residência, que tem cerca de 130 quartos e suítes, já havia testado positivo.

O Vaticano, pequena cidade-Estado cercada por Roma, já teve mais de duas dúzias de casos confirmados. Na semana passada, quatro membros da Guarda Suíça, a unidade de elite que protege o papa, testaram positivo.

Apesar de Francisco ter evitado o contato com os fiéis, se limitando a saudá-los à distância em uma audiência na última quarta-feira, o pontífice recebeu neste sábado três pessoas em audiências particulares distintas.

“Perdoem-me se os saúdo de longe, mas acho que se todos nós, como bons cidadãos, respeitarmos as orientações das autoridades, isso contribuirá para acabar com esta pandemia”, declarou o Papa na quarta-feira.

Ao contrário do Vaticano, a Itália passa por uma alta significativa no número de casos registrados. Na última sexta-feira, 10.000 novos casos foram registrados em 24 horas, um recorde absoluto desde o início da pandemia.

O país soma mais de 400.000 casos, incluindo 36.474 mortes.

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