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UE pede desculpas à Itália por resposta tardia ao coronavírus

A presidente da Comissão da União Europeia, Ursula von der Leyen, disse que o grupo "não estava lá a tempo" no início da pandemia

Por Da Redação Atualizado em 16 abr 2020, 10h50 - Publicado em 16 abr 2020, 10h31

A presidente da Comissão da União Europeia, Ursula von der Leyen, pediu desculpas nesta quinta-feira, 16, aos italianos por ter demorado a ajudar o país no início do surto de coronavírus. A Itália é o segundo país com mais mortes decorrentes da Covid-19 (mais de 21.000), atrás apenas dos Estados Unidos, que ultrapassou a marca de 25.000 segundo os últimos dados.

“Sim, é verdade que ninguém estava realmente pronto para isso. Também é verdade que muitos não estavam lá a tempo quando a Itália precisava de uma ajuda desde o início. E sim, por isso, é certo que a Europa como um todo ofereça um sincero pedido de desculpas”, afirmou Von der Leyen, em sessão plenária do Parlamento Europeu, em Bruxelas, na Bélgica.

“Mas pedir desculpas só conta se houver uma mudança de comportamento. A verdade é que não demorou muito para que todos percebessem que devemos proteger uns aos outros”, prosseguiu. “Também é verdade que a Europa se tornou o coração pulsante da solidariedade no mundo. A Europa real está de pé, aquela que existe uma para a outra quando é mais necessária.”

  • O ministro das Relações Exteriores da Itália, Luigi Di Maio, respondeu a seu pedido de desculpas no Facebook. “Ursula Von der Leyen hoje pediu desculpas à Itália, admitindo que muitos países no início da pandemia não estavam presentes quando precisávamos de ajuda. Suas palavras representam um importante ato de verdade, o que é bom para a Europa e nossa comunidade. Precisamos de uma Europa mais solidária. Ao defender a Itália, também defendemos a integridade da UE”, disse Di Maio.

    A Itália, cujos casos de coronavírus começaram a se espalhar entre o fim de fevereiro e início de março, tenta emplacar a criação de títulos de dívida comum para a zona do euro, apelidados de “eurobonds” ou “coronabonds”, como principal instrumento de combate à crise financeira provocada pela pandemia.

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    A proposta tem o apoio de outras nações como Portugal e Grécia, mas enfrenta resistência no norte, principalmente nos Países Baixos e na Alemanha.

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