Clique e assine a partir de 9,90/mês

UE: vacina contra coronavírus pode levar até 1 ano para estar disponível

Em busca da cura para a Covid-19, grupo prometeu ceder mais dinheiro para pesquisas e acelerar etapas regulatórias usuais

Por Da Redação - 15 Apr 2020, 10h47

O órgão regulador de medicina da União Europeia estima que pode levar um ano até que uma vacina contra o coronavírus esteja disponível “em quantidades suficientes para permitir o uso amplo e seguro”, informou um executivo do órgão em documento publicado nesta quarta-feira, 15, segundo informações do diário britânico The Guardian. 

A alemã Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, instituição politicamente independente e que representa e defende os interesses da UE, havia afirmado anteriormente que uma vacina poderia estar no mercado “antes do outono europeu” (entre setembro e dezembro), após uma reunião com executivos da empresa alemã CureVac.

A União Europeia prometeu ceder mais dinheiro para pesquisa de vacinas, além de acelerar as etapas regulatórias usuais, como ensaios clínicos e autorizações. A declaração desta quarta faz parte de um relatório apresentado como roteiro para suspender os bloqueios da Covid-19.

A comissão, que não tem poder para encerrar o fechamento de fronteiras ou reabrir lojas e negócios, está aconselhando os países a considerar três fatores antes de diminuir as restrições: a progressão da doença; a capacidade do sistema de saúde, que poderia ter de lidar com aumentos futuros se as medidas forem relaxadas; e o monitoramento dos casos.

Continua após a publicidade

ASSINE VEJA

O vírus da razão O coronavírus fura a bolha de poder inflada à base de radicalismo. Leia também: os relatos de médicos contaminados e a polêmica da cloroquina
Clique e Assine

A União Europeia também pediu a seus 27 países membros que conversem entre si antes de suspender medidas de isolamento para evitar conseqüências não intencionais, como o aumento do trânsito de pessoas entre fronteiras. “A falta de coordenação no levantamento de medidas restritivas corre o risco de ter efeitos negativos para todos os Estados membros e criar atrito político”, complementa o documento.

Publicidade