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Ucrânia diz ser ‘tarde demais’ para retirar civis de área sob ataque russo

Acredita-se que cerca de 15 mil moradores ainda estejam escondidos em abrigos na cidade de Sievierodonetsk, sitiada por bombardeios da Rússia

Por Da Redação Atualizado em 25 Maio 2022, 00h05 - Publicado em 24 Maio 2022, 14h39

O governador da província de Luhansk, na Ucrânia, Serhiy Haidai, emitiu um aviso nesta terça-feira, 24, de que é “tarde demais” para milhares de civis serem evacuados da cidade sitiada de Sievierodonetsk. Segundo a autoridade local, a região está cercada por forças da Rússia e enfrenta intenso bombardeio.

Segundo o governador de Luhansk, as empreitadas russas para tomar cidades ainda ocupadas pela Ucrânia está impedindo a evacuação de civis do local. Em seu canal no Telegram, aplicativo de mensagens, ele pediu para os moradores não tentarem sair da área.

“Com a densidade de bombardeios, não será possível reunir as pessoas com calma e ir buscá-las”, disse Haidai. “Fique em um abrigo”, avisou.

Segundo estimativas de autoridades ucranianas, cerca de 15 mil moradores ainda estão na cidade, escondidos em abrigos. O ministro das Relações Exteriores ucraniano, Dmytro Kuleba, descreveu a situação da região como “a maior [ofensiva] em solo europeu desde a Segunda Guerra Mundial”.

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De acordo com a última atualização de inteligência do Ministério da Defesa do Reino Unido, a captura de Sievierodonetsk colocaria toda a região de Luhansk sob controle russo, uma ambição sinalizada pela Rússia na semana passada.

Donbas, que inclui todas as regiões de Luhansk e Donetsk, é o antigo centro industrial da Ucrânia que vai de Mariupol, no sul, até a fronteira norte. Predominantemente de língua russa, quase um terço da área foi tomada por forças separatistas pró-Rússia em 2014.

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Durante discurso no Fórum Econômico Mundial na noite de segunda-feira 23, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, sublinhou a violência dos combates em torno da região. “A situação de combate mais difícil hoje é em Donbas”, disse Zelensky, destacando as cidades mais atingidas de Bakhmut, Popasna e Sievierodonetsk.

“Em alguns lugares eles [os russos] estão avançando, onde estão levantando reservas, onde estão tentando fortalecer suas posições. Nas próximas semanas, as batalhas serão difíceis e devemos estar cientes disso”, completou o líder ucraniano.

O Ministério da Defesa da Ucrânia informou que as forças russas estavam tentando romper suas defesas e cortar as linhas de abastecimento ucranianas para Sievierodonestsk, para controlar as principais estradas da área.

Apesar disso, algumas autoridades ocidentais apontaram as dificuldades enfrentadas pela campanha militar do Kremlin. “Os russos ainda estão bem atrás de onde acreditamos que queriam estar quando começaram esse esforço revitalizado na parte leste do país”, disse o secretário de imprensa do Pentágono, John Kirby, na última sexta-feira. 

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Paralelamente, na cidade portuária ucraniana de Mariupol, foram encontrados corpos de mais de 200 pessoas sob escombros de um prédio residencial, de acordo com autoridades locais.

Petro Andryushchenko, conselheiro do prefeito de Mariupol, Vadym Boychenko, disse que moradores encontraram os corpos “com alto grau de decomposição” enquanto escavavam um porão sob o prédio desmoronado.

Anton Gerashchenk, conselheiro do Ministério de Assuntos Internos da Ucrânia, disse que as forças russas tentaram forçar os moradores a retirar os corpos. Quando eles se recusaram, o túmulo foi simplesmente abandonado, disse ele.

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