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Fracasso da Rússia em Donbas mostra ‘desmoralização’, diz Reino Unido

Defesa ucraniana publicou registros que mostram dezenas de tanques russos destruídos, afundados no rio e alguns parecendo ter sido incendiados

Por Da Redação Atualizado em 13 Maio 2022, 12h03 - Publicado em 13 Maio 2022, 11h59

O Ministério de Defesa da Ucrânia divulgou na quarta-feira, 12, imagens de um batalhão russo destruído ao tentar avançar no controle da região de Donbas, onde se concentram os separatistas pró-Rússia. O fracasso da operação da Rússia no leste do país vizinho foi interpretado por autoridades do Reino Unido como uma perda de energia do Exército do presidente Vladimir Putin.

Em publicação no Twitter, o Ministério da Defesa britânico comentou que a falha das tropas russas durante a travessia do rio Siverskyi Donets, na região do Donbas, foi devido a um “aumento da pressão” sobre os militares de Moscou.

“Realizar travessias de rios em um ambiente contestado é uma manobra altamente arriscada e fala da pressão que os comandantes russos estão sofrendo para progredir em suas operações no leste da Ucrânia”, escreveu o departamento do governo britânico.

O comunicado das sede das forças armadas do Reino Unido também afirmou que “as forças russas não conseguiram fazer avanços significativos” apesar da recente mudança de estratégia de Moscou em transferir suas ofensivas para o leste do país vizinho, após a retirada de tropas da capital de Kiev e da cidade Chernihiv, ao norte da Ucrânia.

Recentemente, o comandante do Distrito Militar Central da Rússia, Rustam Minnekaev, explicitou o objetivo de assumir “controle total” tanto sobre o sul da Ucrânia quanto sobre Donbas. O controle das áreas criaria um corredor terrestre conectando a Rússia à Crimeia, península anexada por Moscou em 2014, e daria às forças russas acesso à Transnístria, um estado separatista na Moldávia, onde um contingente de forças russas está alocado desde o início dos anos 1990.

Na quarta-feira, as forças ucranianas divulgaram imagens que indicavam que a Rússia “perdeu elementos de manobra blindados significativos de pelo menos um Grupo Tático do Batalhão”. De acordo com informações do Ministério da Defesa do país, os registros mostram dezenas de tanques russos destruídos, afundados no rio e alguns parecendo ter sido incendiados perto da cidade estratégica de Lysychansk, controlada pela Ucrânia.

“A artilharia da 17ª brigada de tanques do Exército ucraniano abriu a temporada de férias para os russos. Alguns se banharam no rio Siverskyi Donets e alguns foram queimados pelo sol de maio”, compartilhou o ministério no Twitter.

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+ A arma de 1910 que o Exército da Ucrânia ainda usa para combater a Rússia

A secretária de Relações Exteriores britânica, Liz Truss, disse que o sucesso da defesa ucraniana é uma oportunidade de para reforçar a pressão sobre a Rússia. “É muito importante neste momento que mantenhamos a pressão sobre Vladimir Putin fornecendo mais armas para a Ucrânia e aumentando as sanções”, relatou Truss à agência de notícias Reuters.

Um relatório recente do Instituto para o Estudo da Guerra apontou uma crescente desmoralização da forças russas, o que sugere que o poder de combate efetivo de Moscou no leste ucraniano continua baixo e pode cair ainda mais. A organização com sede nos Estados Unidos também afirmou que a contra-ofensiva ucraniana estaria “forçando o comando russo a fazer escolhas difíceis”.

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No entanto, o relatório também observou que as forças russas provavelmente controlam quase toda a cidade de Rubizhne e provavelmente tomarão a cidade de Voevodivka, ambas no leste ucraniano. Além disso, o documento sugere que o exército de Putin estava fortalecendo sua posição na Ilha da Cobra, no Mar Negro, em uma tentativa de bloquear as comunicações marítimas ucranianas perto da principal cidade portuária de Odesa.

Apesar das baixas e da perda de equipamentos, autoridades ocidentais acreditam que o conflito será longo.

Na terça-feira, 10, a diretora da Inteligência Nacional dos Estados Unidos afirmou que o presidente russo, Vladimir Putin, está se preparando para uma longa guerra contra a Ucrânia.

A avaliação foi ecoada recentemente pelo secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg.  Segundo o chefe da aliança militar ocidental, a guerra pode durar meses ou anos. No começo de abril, em tom similar, o chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, o general Mark Milley, já havia afirmado que a guerra poderia seguir “durante anos”

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