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Trump planeja nomear juíza conservadora Amy Barrett para a Suprema Corte

Decisão de sucessora de recém-falecida Ruth Ginsburg será oficializada no sábado

Por Da Redação Atualizado em 25 set 2020, 20h08 - Publicado em 25 set 2020, 19h18

O jornal americano The New York Times publicou nesta sexta-feira, 25, que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nomeará a juíza Amy Coney Barrett para a vaga da Suprema Corte deixada pela progressista Ruth Bader Ginsburg. Barrett, que já era vista como a favorita à nomeação, é conhecida por suas opiniões contrárias ao aborto e por sua religiosidade.

A decisão pelo nome de Barrett foi confirmada por “pessoas próximas ao processo que pediram para não serem identificadas divulgando a decisão com antecedência”, segundo o jornal. Como afirmado previamente pelo próprio governo, o presidente deve declarar publicamente a sua nomeação no sábado, 25.

Amy Coney Barrett, em fotografia cortesia da Universidade Notre Dame. 05/07/2018 University of Notre Dame/Julian Velasco/AFP

Para ser formalizada como a mais nova juíza da Suprema Corte, Barrett precisará ainda ser aprovada por uma maioria simples no plenário do Senado. O processo, no entanto, deve ser apenas formalidade, já que a casa é dominada pelos republicanos (53 de 100 assentos).

Trump já havia se reunido com a juíza na Casa Branca nesta semana, indicando ainda mais o seu favoritismo.

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Em 2018, Barrett fez parte da lista de finalistas apresentada pelo presidente Donald Trump para o lugar na Suprema Corte do aposentado juiz Anthony Kennedy, um posto que acabou ficando com o juíz Brett Kavanaugh, após uma feroz batalha pela confirmação.

Com apenas 48 anos, sua nomeação para um posto vitalício garantiria uma forte presença conservadora por décadas na Suprema Corte, mas seus antecedentes seriam um novo foco de tensão em um país polarizado.

Católica praticante e mãe de sete filhos, dois deles adotados no Haiti e um com síndrome de Down, Barrett se opõe ao aborto, um dos temas-chave dentro da polarização cultural que domina a atualidade dos Estados Unidos.

(Com AFP)

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