Veja Digital - Plano para Democracia: R$ 1,00/mês

Três ministros renunciam no Equador após protestos

Por 18 dias, país enfrentou duros protestos contra os altos custos de vida e escassez de combustíveis e alimentos

Por Da Redação Atualizado em 5 jul 2022, 20h10 - Publicado em 5 jul 2022, 19h56

Depois do presidente do Equador, Guilherme Lasso, conseguir escapar de uma tentativa de impeachment, articulada pela oposição, três de seus ministros e um alto funcionário renunciaram nesta terça-feira, 5. Eles são Simón Cueva, ministro da Economia, Ximena Garzón, chefe da pasta da Saúde, Marcelo Cabrera, de Transportes e Obras Públicas, e Alejandro Ribadeneira, da Secretaria de Educação Superior. As áreas foram fortemente afetadas pela crise no país e suas propostas se mostraram ineficazes.

+Mortos, feridos e desaparecidos: Equador entra em 10º dia de protestos

O governo do Equador sofre uma intensa crise política, devido a inflação e à agenda de petróleo e mineração de Lasso, além do alto custo de vida no país e falta de alimentos e combustíveis, que geraram 18 dias de intensos protestos. As manifestações pararam depois de um acordo do governo com líderes indígenas, na última quinta-feira, 30.

Entre as promessas do presidente, está o compromisso oficial de que os cofres públicos assumirão o custo de 15 centavos de dólares por galão das três gasolinas mais consumidas pela população. O pedido era a diminuição de 40 centavos. A liderança indígena deu 90 dias para avaliar se o que havia sido prometido foi cumprido pelo governo.

Lasso terá que refazer seu gabinete – em um momento que já era crítico para seu governo –, tentando melhorar as principais áreas afetadas em sua gestão. A educação não conseguiu se reerguer no pós-pandemia, e quase não tem orçamento nenhum para a área. A saúde também foi muito afetada pela crise: médicos reclamam que não há nem algodão e álcool nos hospitais. O desafio agora é estabilizar a situação de seu governo, que enfrentou o descontentamento da população nas ruas e que ainda continua insatisfeita.

 

Continua após a publicidade


Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Plano para Democracia

- R$ 1 por mês.

- Acesso ao conteúdo digital completo até o fim das eleições.

- Conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e acesso à edição digital da revista no app.

- Válido até 31/10/2022, sem renovação.

3 meses por R$ 3,00
( Pagamento Único )

Digital Completo



Acesso digital ilimitado aos conteúdos dos sites e apps da Veja e de todas publicações Abril: Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Placar, Superinteressante,
Quatro Rodas, Você SA e Você RH.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)