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Suspeito é preso por massacre de família mórmon no México

Três mulheres e seis crianças foram mortas em emboscada; menino de 13 anos que sobreviveu a ataque caminhou 23 km para pedir ajuda

Por Da Redação - Atualizado em 6 nov 2019, 18h52 - Publicado em 6 nov 2019, 13h25

Autoridades do México prenderam um homem sob suspeita de ter participado do assassinato de nove americanos de uma família mórmon — entre eles, crianças de até 8 meses de idade — no início da semana. O homem foi encontrado em um veículo com rifles, munições e armas de grande calibre na terça-feira 5.

No mesmo carro, o suspeito prendeu duas pessoas amordaçadas, como reféns. Os três estavam na cidade de Água Prieta, que faz fronteira com o estado americano do Arizona.

Durante a tarde desta quarta, contudo, o secretário de Segurança do México, Alfonso Durazo, afirmou que o suspeito não tem relação com o crime. As autoridades locais não confirmaram se ele foi libertado. 

Na segunda-feira 4, três mulheres e 14 crianças, todos integrantes de uma comunidade mórmon, foram atacadas enquanto viajavam pelo norte do México. As três mulheres e seis crianças morreram.

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Ao todo, oito crianças sobreviveram, cinco delas com ferimentos de bala. A polícia avalia que a família pode ter sido atacada por acidente, após ter sido confundida com uma gangue local.

Segundo a polícia mexicana, os reféns libertados após a prisão do suspeito não têm relação com o caso da família americana. Não foram divulgadas informações sobre o estado de saúde das duas pessoas.

O ataque

As vítimas estavam em três carros quando sofreram a emboscada. No primeiro, uma mãe e quatro de seus sete filhos, que iam ao Arizona para se encontrar com o pai da família. Todos morreram.

Uma outra mulher levava nove de seus filhos no segundo carro quando foram abordados, 16 quilômetros à frente do primeiro. A mãe e duas crianças foram mortas. Um dos sobreviventes, Devin Langford, de 13 anos, se escondeu junto aos outros seis em um arbusto e conseguiu se salvar.

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Devin caminhou seis horas por 23 quilômetros em uma floresta para chegar à comunidade mórmon onde a família morava e buscar ajuda para os irmãos.

Uma das irmãs do adolescente, McKenzie, de nove anos, decidiu não esperar pelo retorno de Devin e também saiu andando pela floresta, mas se perdeu e ficou desaparecida por quatro horas. Ela foi encontrada pelas autoridades mexicanas. 

Perto deles, no terceiro carro, a terceira mulher não resistiu ao ataque, mas conseguiu protegeu sua filha de sete meses de idade, que foi encontrada do lado de fora do carro. Os veículos foram incendiados pelos criminosos, mas o bebê não se feriu.

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