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‘Putin não teria invadido Ucrânia se fosse mulher’, diz Boris Johnson

Primeiro-ministro britânico classificou a invasão da Ucrânia pelo presidente russo como um 'exemplo perfeito de masculinidade tóxica'

Por Da Redação 29 jun 2022, 10h21

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, apontou o gênero do presidente da Rússia, Vladimir Putin, como um fator que contribuiu para a guerra na Ucrânia.

Em entrevista à emissora alemã ZDF, na terça-feira 28, o premiê britânico acusou Putin de machista e afirmou que sua invasão ao país vizinho é o “exemplo perfeito de masculinidade tóxica”.

“Se Putin fosse uma mulher, o que ele obviamente não é, eu realmente não acho que ele teria embarcado em uma guerra louca, machista, e violenta da maneira que ele fez”, disse Johnson.

Na mesma entrevista, o líder britânico defendeu igualdade de gênero nos cargos de poder e mencionou a importância da ampliação do acesso à educação para meninas e mulheres ao redor do mundo.

A declaração ocorreu após uma cúpula do G7 no sul da Alemanha, reunião em que líderes ocidentais prometeram aumentar as sanções econômicas e políticas sobre a Rússia, como punição ao conflito.

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O chanceler do Reino Unido viajou em seguida para uma cúpula da Otan em para Madri junto com a secretária de Relações Exteriores, Liz Truss. A expectativa é de que os líderes da aliança militar entrem em acordo de cooperação e aumentem significativamente o número de soldados mantidos em alta prontidão em regiões vizinhas ao conflito entre Ucrânia e Rússia.

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O Reino Unido, que já tem uma presença militar significativa na Estônia, aumentaria de 40.000 para 300.000 o número de soldados em alta prontidão na nação báltica, além de implantar artilharia e defesa aérea na região. A medida garantiria que o Reino Unido pudesse fornecer reforços rápidos, se necessário, às forças ucranianas.

O premiê britânico tem sido um dos políticos europeus mais ativos na diplomacia em torno da guerra. Em um encontro com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky,  no início do mês, Boris Johnson prometeu criar um programa para treinar até 10.000 soldados da Ucrânia com o objetivo de reforçar e aumentar a resistência de Kiev contra a invasão russa.

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Além disso, o Reino Unido anunciou neste mês que se juntaria aos Estados Unidos no fornecimento de armas avançadas à Ucrânia, incluindo lançadores de longo alcance, para ajudar conter o ataque da Rússia na região leste do país.

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