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Putin e Xi Jinping acertam parceria para lidar com crise no Afeganistão

Presidente da Rússia e líder chinês dialogaram por telefone na última terça-feira (24)

Por Ernesto Neves Atualizado em 25 ago 2021, 12h26 - Publicado em 25 ago 2021, 12h02

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o líder da China, Xi Jinping, acertaram uma intensificação de esforços para lidar com a crise no Afeganistão.

Segundo informações divulgadas pelo Kremlim, os dois mantiveram diálogo sobre o país na última terça-feira (25). 

O Kremlim afirmou ainda que os dois líderes expressaram “disposição de intensificar os esforços no combate ao terrorismo e ao tráfico de drogas provenientes do Afeganistão”.

Pequim teme que o extremismo islâmico do Talibã possa se espalhar do Afeganistão para a região chinesa de Xinjiang. A província é habitada pela minoria étnica uigur, que segue a religião muçulmana. 

Putin e Xi também conversaram sobre a “importância de estabelecer a paz” no Afeganistão e “prevenir a propagação da instabilidade política e social aos países vizinhos”.

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De acordo com a agência de notícias estatal Xinhua, Xi Jinping declarou que a China “respeita a soberania, independência e integridade territorial do Afeganistão, e segue uma política de não interferência nos assuntos internos do país”.

O líder comunista disse ainda que “sempre desempenhou um papel construtivo na solução política da questão afegã”.

Segundo Xi, Rússia e China vão trabalhar com outras nações para encorajar os afegãos a construir uma estrutura política inclusiva que esteja isolada de grupos terroristas.

Ele também afirmou que China e Rússia podem cooperar para combater o terrorismo, interromper o contrabando de drogas, prevenir a propagação de riscos à segurança no Afeganistão, resistir à interferência de forças externas e manter a segurança e estabilidade regionais.

A China vem culpando os Estados Unidos pelo crescente caos no Afeganistão. De acordo com o ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, o colapso repentino do governo afegão apoiado pelos americanos é uma “prova do fracasso da hegemonia americana e da intervenção militar”. 

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