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Europa teme ‘invasão’ de drogas produzidas no Afeganistão

Talibã usa tráfico de ópio para financiar atividades e armas

Por Ernesto Neves Atualizado em 24 ago 2021, 19h41 - Publicado em 24 ago 2021, 19h27

Autoridades da União Europeia têm demonstrado preocupação com o possível aumento do tráfico de drogas com origem no Afeganistão.

Com a economia dilacerada por décadas de guerra e a falta de autoridade, o tráfico torna-se uma das poucas atividades lucrativas. Sendo, inclusive, utilizado pelos Talibãs como forma de financiar suas atividades e armamentos.

O país já é o maior produtor mundial de ópio, matéria-prima usada na produção de heroína. E, nos últimos quatro anos, tem incrementado a produção de  metanfetamina, substância capaz de provocar forte dependência química.

O crescimento produção de metanfetamina é tão intenso que já ultrapassa o comércio ilegal de ópio em uma série de províncias.

Segundo especialistas no país, nos últimos anos tanto autoridades do governo afegão quanto militares americanos não deram atenção suficiente à questão. 

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Agora, com a retirada dos Estados Unidos, o temor é que a metanfetamina afegã chegar ainda mais facilmente às grandes cidades europeias. 

Os afegãos começaram a produzir metanfetamina em 2016, de acordo com um relatório publicado pelo Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência (OEDT).

O processo começou de forma caseira e improvisada, em laboratórios do tamanho de uma cozinha. Ainda segundo o estudo, os afegãos conseguem produzir a droga extraindo substâncias de remédios de venda livre, como xaropes para a tosse.

O sistema, porém, se acelerou quando descobriu-se a possibilidade de extrair metanfetamina de uma espécie de planta rasteira abundante no país.

Antes usada como lenha, o vegetal agora é colhido e embalado para, em seguida, ser tratado quimicamente. Dali extrai-se a efedrina, composto usado na produção de drogas sintéticas. 

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