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Primeiro-ministro do Líbano anuncia suspensão de sua renúncia

Saad Hariri acatou o pedido do presidente, Michel Aoun, e concordou em adiar a renúncia “antes de novas consultas”

Por Da redação 22 nov 2017, 11h09

O primeiro-ministro do Líbano, Saad Hariri, anunciou nesta quarta-feira que irá suspender temporariamente sua renúncia. O premiê havia viajado à Arábia Saudita há duas semanas e, dali, anunciou que temia por sua segurança e por isso estava deixando seu cargo.

Porém, após retornar a Beirute na terça-feira, Hariri se reuniu com o presidente libanês, Michel Aoun, e concordou em adiar a renúncia “antes de novas consultas”. De acordo com o premiê, as conversações devem abordar as “motivações e o contexto político” de seu anúncio de 4 de novembro, que surpreendeu o Líbano e a comunidade internacional.

“Nossa nação precisa neste momento sensível de esforços excepcionais de todos para protegê-la contra o perigo”, disse Hariri durante as celebrações do dia da independência. “Devemos dissociar-nos das guerras, das lutas externas e dos conflitos regionais”.

Hariri, protegido da Arábia Saudita, havia afirmado que renunciou por conta do “controle” do Irã e do movimento xiita Hezbollah, membro de seu governo, sobre os assuntos do Líbano e a “interferência” nos conflitos da região. Também afirmou que temia por sua vida.

Porém, várias forças políticas libanesas acusaram o governo da Arábia Saudita de tê-lo forçado a deixar o cargo e de retê-lo contra a sua vontade. O premiê, contudo, insistiu em declarações públicas que estava em segurança.

Arábia Saudita e Irã travam uma batalha por influência no Oriente Médio, e o Líbano é um dos países envolvidos na escalada de tensão entre os dois polos. Além de ser pressionado pelos dois rivais, sofre com a ameaça de um novo conflito com Israel.

O Hezbollah, aliado iraniano, vem acusando constantemente os sauditas de esquentar ainda mais a rivalidade no país. “Estamos abertos a qualquer diálogo, qualquer discussão no país”, afirmou na segunda-feira o líder do grupo no Líbano, Hasan Nasrallah, em um tom aparentemente conciliador.

(Com AFP)

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