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Moradores de Nova York tentam apagar nome de Trump das fachadas

Moradores do condomínio de luxo Trump Place, localizado nas margens do rio Hudson, observaram com satisfação a retirada do letreiro com o nome do magnata

Por Da redação - Atualizado em 17 nov 2016, 08h52 - Publicado em 17 nov 2016, 08h21

Três edifícios de Nova York retiraram nesta quarta-feira de suas fachadas grandes letras douradas que formavam o nome de Donald Trump como um sinal do receio sentido pelos moradores ao presidente eleito, que, apesar de ter nascido na cidade, acham que o magnata não os representam. Moradores e vizinhos do condomínio de luxo Trump Place, localizado nas margens do rio Hudson, testemunharam com satisfação a retirada do letreiro com o nome do magnata dos edifícios, após a assinatura no mês passado de uma petição onde afirmavam sentir “vergonha” do republicano.

“Tivemos que nos livrar desse nome de nossas casas, embora não possamos nos livrar de sua influência em nossa vida, nem despertar deste pesadelo”, explicou David Linnell, um aposentado de 70 anos, que pediu a retirada do nome por considerar ser “um insulto” a democracia. E a frase “Não é meu presidente” ganhou força em Nova York, cidade mais populosa dos Estados Unidos, onde acontecem seguidos protestos repudiando o magnata por seu agressivo discurso contra as mulheres, imigrantes e outros grupos sociais ao longo de sua campanha.

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“Pelo menos algo de positivo nos aconteceu após esta terrível campanha, (o nome de Trump) já não está em nossa casa”, declarou Tom, outro morador, que também assinou a petição para mudar o nome dos três edifícios da Riverside Boulevard. Em sua opinião, o nome de Trump representa “algo diferente ao que era antes”, agora está associado ao ódio e isso é uma coisa da qual não quer participar.

Um ponto em que coincide Wendy, outra moradora do bairro, que define o republicano como um homem “irracional” e de ideias “racistas” que exclui e divide os americanos. “Ele não acredita na democracia e nem na Constituição. Nós acreditamos em um mundo global e no importante papel que desempenha Estados Unidos, e isso ele não se importa com isso”, afirmou.

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Gesto simbólico — “É um pequeno gesto simbólico, uma mostra dos valores que temos neste bairro, mas é bom que as pessoas saibam que em sua cidade natal não o apoia”, disse Richard, que vive há 16 anos em um dos blocos em que Trump desapareceu, inclusive, dos uniformes dos porteiros. Os três edifícios representam apenas uma pequena parte das várias propriedades na cidade que levam o nome do republicano, que transformou o sobrenome Trump em uma marca vinculada ao luxo e riqueza. O nome de Trump também está na torre onde ele vive e trabalha, além de outro edifício, localizado em frente ao complexo da ONU.

(Com agência EFE)

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