Clique e assine com até 92% de desconto

Ministros europeus estudam impacto de Trump em relação com Rússia

Ministros de relações exteriores devem debater sobre como as promessas de campanha de Donald Trump podem se traduzir em políticas reais

Por Da redação 13 nov 2016, 10h12

Os ministros de relações exteriores da União Europeia vão se reunir neste domingo para discutir o impacto da eleição de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos nos laços com o continente europeu. A avaliação deve se concentrar em se a eleição de Trump pode complicar as relações com a Rússia.

Num jantar informal em Bruxelas, longe da imprensa, os ministros devem debater sobre como as promessas de campanha de Trump podem se traduzir em políticas reais. Entre as propostas do presidente eleito relevantes para a conversa estão a posição de isolamento sobre segurança, a rejeição a pactos de comércio internacional e a recusa em criticar o presidente russo Vladimir Putin.

  • A dúvida reside em como Trump vai lidar com Putin. A União Europeia impôs sanções à Rússia após a anexação da Crimeia e algumas das medidas estarão sujeitas a serem renovadas em janeiro. Diplomatas afirmam que qualquer sinal de Trump sobre abrandar as relações com a Rússia poderia encorajar países já relutantes como a Alemanha e a Itália a defenderem um fim para as sanções.

    Antes do jantar, diplomatas da União Europeia demonstraram dificuldades de explicar a surpreendente vitória de Trump e em entender o que ela significava.

    Giovanni Grevi, do Centro de Políticas Europeias, afirmou que a “cooperação entre os Estados Unidos e a Europa não se tornará impossível, mas vai ficar muito mais difícil”. “Donald Trump tem colocado a América em primeiro lugar ao definir sua polícia externa. Ele vai valorizar os europeus até o ponto em que isso estiver de acordo com suas prioridades”, disse.

    Autoridades europeias estão certas de que, dado o posicionamento de Trump sobre grandes acordos de comércio, o Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (TTIP, na sigla em inglês) terá que ser renegociado.

    “Não sabemos se vai acontecer. Há fortes razões para acreditar que haverá uma pausa no TTIP e que ele não deve ser a maior prioridade da nova administração”, disse a Comissária Europeia do Comércio, Cecilia Malmström, na sexta-feira.

    (com Estadão Conteúdo)

    Continua após a publicidade
    Publicidade