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Maduro proíbe diretores de jornais de deixar o país

Os executivos de jornais e sites noticiosos que repercutiram notícia envolvendo o governo venezuelano devem se apresentar à Justiça toda semana

Por Da Redação
Atualizado em 5 jun 2024, 03h42 - Publicado em 13 Maio 2015, 08h43

O governo de Nicolás Maduro proibiu nesta terça-feira 22 diretores de jornais e sites noticiosos de deixar a Venezuela por terem noticiado a suspeita de envolvimento do presidente da Assembleia Nacional com o tráfico de drogas. A proibição e o mais novo ataque à imprensa livre venezuelana foram noticiados pelos jornais El Nacional e Tal Cual que tiveram seus executivos proibidos de deixar o país. Segundo a Folha de S. Paulo, um dos diretores do Tal Cual, Manuel Puyana, já foi notificado da proibição de deixar a Venezuela e da obrigação de se apresentar toda semana ao tribunal. Outro diretor do jornal está nos Estados Unidos, diante da decisão, não retornará.

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A denúncia contra Disdado Cabello partiu do jornal espanhol ABC, que reportou as ligações do presidente chavista da Assembleia Nacional com o tráfico internacional de cocaína. A notícia teve grande repercussão na imprensa venezuelana e em veículos de outros países.

A fonte da reportagem era o militar desertor Leamsy Salazar, ex-chefe de segurança de Cabello. Segundo Salazar, que hoje está exilado nos Estados Unidos, o chavista é o chefe de uma organização criminal que opera dentro das Forças Armadas da Venezuela.

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Na semana passada, reportagem de VEJA revelou que o partido espanhol de esquerda Podemos foi financiado pela Venezuela e pela Bolívia para facilitar a entrada de cocaína na Europa através da Espanha. De acordo com um relatório secreto de 34 páginas assinado pelo coronel boliviano Germán Cardona Álvarez, cocaína peruana e boliviana partem da Bolívia para a Venezuela em aviões militares, “os quais, por serem oficiais de um Estado, não podem ser interceptados no espaço aéreo internacional”.

As aeronaves Hércules C-130 deixam a Venezuela com armamento militar e retornam carregadas de cocaína e veículos que chegam à Bolívia depois de ser roubados no Brasil. Em Caracas, a droga é lá levada a outros destinos. Dentro desse esquema, diz o relatório, há seis anos, Hugo Chávez, o atual presidente Maduro e o boliviano Evo Morales usaram uma organização chamada Centro de Estudos Políticos e Sociais (Ceps) para financiar o Podemos, da Espanha.

(Da redação)

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