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Israel lança ofensiva terrestre em Gaza

Objetivo é 'impor golpe significativo contra a infraestrutura do Hamas', afirmam forças militares. Decisão é anunciada após trégua temporária

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu instruiu as forças militares do país a iniciarem uma ofensiva por terra na Faixa de Gaza nesta quinta-feira. A decisão é anunciada depois que foguetes lançados a partir da região controlada pelo grupo fundamentalista Hamas caíram em território israelense, nesta quinta-feira, quebrando uma trégua humanitária temporária que havia sido acordada ontem.

Em comunicado, as Forças de Defesa de Israel anunciaram a ampliação da operação iniciada no último dia 8. “Depois de dez dias de ataques do Hamas por terra, mar e ar, e depois de repetidas negativas de propostas para reduzir as tensões, os militares iniciaram uma operação por terra na Faixa de Gaza”. A convocação de mais 18.000 reservistas foi autorizada, o que elevou o número de soldados envolvidos na operação para cerca de 65.000.

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O objetivo é “estabelecer uma realidade na qual os moradores de Israel possam viver em segurança, sem o terror contínuo e indiscriminado, e, ao mesmo tempo, impor um golpe significativo contra a infraestrutura de terror do Hamas”, acrescenta o texto. A operação vai incluir “infantaria, tropas blindadas, tropas de engenharia, artilharia e inteligência combinados com apoio aéreo e naval”.

Um porta-voz do Hamas Fawzi Barhoum disse que a ofensiva israelense é “um passo não calculado” e advertiu para “sérias consequências”. “Haverá mais do que um Shalit”, disse, em uma referência ao soldado israelense Gilad Shalit, que foi mantido refém durante cinco anos antes de ser libertado em troca da liberação de mais de 1.000 prisioneiros palestinos e estrangeiros.

Outro comunicado, divulgado pelo gabinete do premiê, diz que os militares foram instruídos a iniciarem “uma operação por terra nesta noite para destruir os túneis do terror de Gaza para Israel”. Segundo as autoridades de Israel, dezenas de militantes palestinos usaram as passagens subterrâneas nesta quinta-feira para chegar ao lado israelense e foram encontrados perto de uma comunidade. Ao menos um foi morto em um ataque aéreo contra o grupo.

Israel afirma ter realizado quase 2.000 ataques em Gaza desde o início da operação, enquanto os militantes do grupo terrorista lançaram mais de 1.300 foguetes contra o território israelense no mesmo período. Mais de 200 palestinos e um israelense morreram nos últimos dias. As Nações Unidas afirmam que pelo menos 1.300 casas foram destruídas em Gaza e que mais de 18.000 pessoas ficaram desabrigadas.

Drone abatido – Também nesta quinta, um drone enviado de Gaza foi abatido em pleno voo por um míssil israelense, informou o Exército. “A aviação localizou e interceptou com um míssil terra-ar Patriot um veículo aéreo não-tripulado, perto de Ashkelon [cidade do sul de Israel, localizada a menos de cinco quilômetros de Gaza]”, informou em um comunicado. As Brigadas al-Qassam, braço armado do Hamas, confirmaram em um comunicado que enviaram “um drone em direção a entidade sionista”. Esta é a segunda vez esta semana que o Hamas afirma ter enviado ao território israelense um aparelho não tripulado.