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Irã registra grandes manifestações contra Israel no “Dia de Jerusalém”

Iranianos queimam bandeiras americanas e de Israel em protestos à política israelense e à mudança da embaixada americana para Jerusalém

Por EFE - 8 jun 2018, 14h55

Milhares de cidadãos do Irã saíram às ruas das principais cidades do país nesta sexta-feira (8) para reivindicar justiça para o povo palestino, com palavras de ordem como “Morte a Israel” e “Jerusalém é a eterna capital da Palestina“.

Como é tradição no “Dia de Al Quds” (Jerusalém, em árabe), as autoridades iranianas mobilizaram seus cidadãos para demonstrar sua rejeição a Israel e a seu aliado, os Estados Unidos.

O presidente do parlamento iraniano, Ali Larijani, encarregado do discurso da manifestação em Teerã, ressaltou que “o movimento de resistência (a Israel) ganhou muito mais poder e os planos de reconciliação se esvaíram”.

Larijani denunciou os planos israelenses para efetuar mudanças no Oriente Médio e criar uma nova ordem. “Estão tendo dificuldades devido à força da resistência e à influência do Irã, e querem resolver o problema com outros métodos”, afirmou o político persa.

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Sobre esses métodos, Larijani destacou que Israel e seus aliados estão tentando desviar a atenção da causa palestina colocando o foco no Irã e em seu programa nuclear.

“O triângulo sinistro formado por Estados Unidos, Israel e Arábia Saudita quer encurralar o Irã”, criticou Laijani, depois que o governo israelense acusou Teerã há um mês de ter um programa nuclear secreto e que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, realizou esta semana uma excursão por vários países europeus para alertar sobre a suposta ameaça que o Irã representa.

Além disso, as manifestações de hoje coincidem com um momento de grande tensão após a morte recente de dezenas de palestinos por fogo israelense na Faixa de Gaza e a mudança da embaixada americana para Jerusalém.

A concentração na capital aconteceu na avenida Enghelab Eslami (Revolução Islâmica), nos arredores da Universidade de Teerã, onde foi realizada a oração tradicional da sexta-feira muçulmana.

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Os manifestantes se dirigiram a essa região com cartazes com imagens de Jerusalém e palavras de ordem como: “Muito em breve rezaremos em Jerusalém” e “os faraós de hoje são os Estados Unidos e o regime sionista”.

O “Dia de Al Quds” foi estabelecido em 1979 pelo aiatolá Khomeini, fundador da República Islâmica do Irã, para pedir a libertação da Palestina e a queda de Israel.

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