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Governo dos EUA pede prontidão para distribuir vacinas até novembro

Diretor de agência federal instou governadores a removerem barreiras para construção de centros de distribuição para iniciar operação antes das eleições

Por Da Redação Atualizado em 2 set 2020, 20h04 - Publicado em 2 set 2020, 19h29

O governo do presidente dos Estados Unidos pediu nesta quarta-feira, 2, que todos os estados estejam preparados para distribuir uma possível vacina contra o novo coronavírus até o dia 1º de novembro, dois dias antes das eleições presidenciais.

“O CDC solicita urgentemente assistência para agilizar as inscrições para centros de distribuição [das vacinas]”, diz uma carta enviada aos governadores americanos no dia 27 de agosto por Robert Redfield, diretor dos Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDC), agência federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos.

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Redfield acrescenta que os governadores considerem “a dispensa de requisitos que impediriam essas instalações de se tornarem totalmente operacionais até 1º de novembro de 2020”.

Segundo o jornal americano The Wall Street Journal, a agência também forneceu aos estados planos de vacinação em massa detalhados. Um cenário descrevia a disponibilidade de cerca de dois milhões de doses até o final de outubro e outras 10 milhões ou 20 milhões de doses disponíveis até o final de novembro.

Os documentos também indicam que as vacinas devem ser aprovadas como “vacinas licenciadas”, ou “sob autorização de uso emergencial”, e que provavelmente precisariam ser aplicadas duas vezes.

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“A vacina e os suprimentos auxiliares serão adquiridos e distribuídos pelo governo federal sem nenhum custo para os provedores de vacinação da Covid-19 inscritos”, afirmam os documentos, obtidos pelo Wall Street Journal.

Além disso, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos disse que está se preparando para lançar uma campanha de conscientização pública na televisão, rádio e redes sociais, com foco na segurança da vacina, sua eficácia e contra o ceticismo.

  • Este é o mais recente sinal da corrida da Casa Branca para entregar rapidamente uma vacina contra a Covid-19. Não à toa, a iniciativa foi batizada de Operação Warp Speed, em referência à velocidade com que viaja a espaçonave USS Enterprise, do seriado de televisão Jornada nas Estrelas, capaz de criar dobras no tempo.

    Caso a operação completa ocorra até a data estipulada pelo diretor dos CDC, o presidente Donald Trump pode ser beneficiado em sua campanha de reeleição à Presidência, à medida que segue atrás na disputa com o democrata Joe Biden. Especialistas em saúde pública temem que o processo possa ser indevidamente acelerado por causa da pressão política, sem que a vacina se mostre totalmente segura.

    Atualmente, três vacinas estão em na terceira fase de testes clínicos nos Estados Unidos, quando são feitos testes em humanos em larga escala. São elas uma vacina da farmacêutica AstraZeneca, desenvolvida com a britânica Universidade de Oxford, uma da Moderna e uma candidata da Pfizer e da BioNTech, com sede na Alemanha.

    (Com AFP)

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