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EUA: míssil lançado pela Coreia do Norte era de médio alcance

O lançamento de segunda-feira não ameaçou o território americano nem a ilha de Guam

O projétil que a Coreia do Norte disparou na segunda-feira sobre o Japão era um míssil balístico de médio alcance que não ameaçou o território dos Estados Unidos, garantiu o Pentágono nesta terça-feira em um comunicado.

“A avaliação inicial indica o lançamento de um míssil balístico de categoria intermediária (IRBM). (…) O Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte (NORAD) determinou que este lançamento de mísseis balísticos não representava uma ameaça para os Estados Unidos”, acrescentou a nota, que detalhou ainda que o míssil tampouco pôs em perigo à ilha de Guam.

Esse foi o 13º lançamento de um míssil balístico por parte de Pyongyang neste ano, disparado das proximidades da capital norte-coreana, e o primeiro desde 2009 que sobrevoou Japão. O projétil percorreu uma distância superior a 2.700 quilômetros e caiu no mar a cerca de 1.180 quilômetros do Cabo de Erimo, no extremo do nordeste do arquipélago japonês.

A embaixadora americana na ONU, Nikki Haley, classificou hoje como “inaceitável” o novo teste balístico da Coreia do Norte. “Acredito que algo sério tem que acontecer. Já é suficiente”, disse Haley aos repórteres pouco antes de participar de uma reunião programada do Conselho de Segurança sobre as missões de paz da ONU.

As taxativas declarações de Haley se unem à firme reação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que não descartou hoje nenhum tipo de resposta a Pyongyang e afirmou que “todas as opções estão sobre a mesa”.

“O mundo recebeu alta e clara a recente mensagem da Coreia do Norte: este regime mostrou seu desprezo pelos seus vizinhos, por todos os membros das Nações Unidas e por normas mínimas de comportamento internacional aceitável”, lamentou Trump em um comunicado.

Ontem à noite, Coreia do Sul, Estados Unidos e Japão pediram a realização de uma reunião de urgência do Conselho de Segurança da ONU, que está prevista para a tarde de hoje.

(Com EFE)