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EUA, China e Rússia tornam mundo mais perigoso, diz presidente da Alemanha

Relatório revela que gastos militares mundiais aumentaram 4% em 2019, alta mais expressiva em 10 anos; líder alemão aponta nova corrida armamentista

Por Da Redação - 14 fev 2020, 18h24

O presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, acusou nesta sexta-feira, 14, os Estados Unidos, a China e a Rússia de alimentarem desconfiança e insegurança no mundo com uma competição que ameaça gerar uma nova corrida armamentista nuclear.

Na Conferência de Segurança anual de Munique, o líder alemão lamentou a abordagem das três grandes potências nos assuntos globais e criticou o presidente americano, Donald Trump, por sua promessa de “tornar a América grande de novo” – referência ao lema de campanha Make America Great Again.

“Grande de novo, mesmo às custas de vizinhos e parceiros”, disse Steinmeier, cujos comentários sobre política externa são prestigiados devido ao seu antigo cargo como ministro das Relações Exteriores.

Um relatório do britânico Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, divulgado também nesta sexta-feira, apontou que os gastos militares mundiais aumentaram 4% em 2019, a alta mais expressiva em 10 anos.

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Em seu discurso de abertura da conferência, o presidente alemão disse que a Rússia politizou “a força militar e a violenta mudança de fronteiras no continente europeu” e que a China só aceita o direito internacional “quando não contraria seus próprios interesses”.

A China apresentou com grande pompa um lançador de “planadores supersônicos”, o DF-17, durante o desfile pelo 70º aniversário do regime comunista. Já o o Exército russo anunciou em dezembro a incorporação de seus primeiros mísseis supersônicos Avangard, uma das armas elogiadas pelo presidente Vladimir Putin como “invencível” e “indetectável”. 

Steinmeier completou ainda que os Estados Unidos “rejeitam a ideia de uma comunidade internacional”.

No atual contexto, os dois países com os maiores orçamentos militares do planeta, Estados Unidos (685 bilhões de dólares) e China (181 bilhões), prosseguem com o aumento exponencial desses gastos, com um avanço de 6,6% em 2019 na comparação com 2018. Como resposta, Steinmeier advertiu que a Alemanha deverá seguir pelo mesmo caminho: aumentar os gastos com defesa para contribuir mais com a segurança europeia.

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(Com AFP e Reuters)

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