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Alemanha prende 12 de grupo de extrema-direita antes de atentados

Promotores federais disseram que suspeitos planejavam desencadear 'situação de guerra civil' por meio de ataques a políticos, refugiados e muçulmanos

Por Da Redação - 14 fev 2020, 16h42

A polícia da Alemanha prendeu, nesta sexta-feira, 14, doze pessoas acusadas de fazerem parte de um grupo de extrema-direita. Os promotores federais encarregados do caso disseram que os quatro principais suspeitos planejavam desencadear “uma situação de guerra civil”, por meio dos atentados contra políticos, refugiados e muçulmanos.

Outros oito suspeitos teriam concordado em “apoiar financeiramente o grupo, fornecer armas ou participar de futuros ataques”. Entre os presos, está um membro da força policial alemã, anteriormente suspenso de ligações com a extrema-direita. Ainda não está claro se ele é um dos quatro principais acusados.

Segundo os policiais, o grupo foi fundado em setembro do ano passado e realizava reuniões regulares para planejar os ataques. Os encontros eram coordenados e organizados através de aplicativos de mensagens por dois dos principais suspeitos, nomeados apenas como Werner S e Tony E.

Em comunicado, os promotores disseram que o objetivo final do grupo era “abalar a ordem social e estadual na Alemanha e, no final, derrubá-la”.

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Depois das prisões, policiais fortemente armados fizeram batidas em 13 locais, em seis estados alemães. O objetivo era determinar se os suspeitos já tinham armas ou outros equipamentos que poderiam ser usados em ataques.

 

Extrema-direita em ascensão

As autoridades alemãs aumentaram o policiamento focado em grupos de extrema-direita após o assassinato do deputado pró-imigração Walter Luebcke por um neonazista, em junho passado, e um ataque antissemita dois meses depois a uma sinagoga na cidade oriental de Halle durante o feriado do Yom Kippur.

O ministro do Interior, Horst Seehofer, anunciou em dezembro passado a criação de 600 novos postos na polícia federal e nos serviços de segurança doméstica para rastrear ameaças extremistas de extrema direita, citando um perigo crescente.

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(Com AFP)

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