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Dois meninos e técnico de time tailandês sofrem de exaustão

Resgate ainda é arriscado; opção mais viável encontrada é fazer com que o grupo mergulhe com equipamento adequado até a saída da caverna

Por Da Redação - Atualizado em 6 jul 2018, 10h26 - Publicado em 5 jul 2018, 17h44

Relatório produzido por um médico que acompanha de perto a situação do time de futebol preso em uma caverna na Tailândia há doze dias concluiu que dois dos meninos e o treinador estão sofrendo de exaustão causada pela desnutrição.

Desde a segunda-feira (2), quando o  time foi encontrado na segunda-feira, 2, por dois mergulhadores britânicos, os membros da unidade SEALs da Marinha tailandesa, grupo de militar de elite treinado para situações extremas, têm acompanhados os meninos dentro da caverna, tratando ferimentos leves e levando comida.

Ainda assim, todos os garotos e o técnico estão muito fracos, depois de passarem 12 dias na escuridão, em temperatura mais baixa, sem espaço para se moverem e em meio a muita lama.

Havia grande expectativa de que o resgate acontecesse ainda nesta quinta-feira, 5, mas um médico que acompanha o caso já havia advertido à emissora americana CNN ser muito perigoso retirar o grupo da caverna tão cedo.

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Além do estado de saúde, os riscos das operações de resgate consideradas também preocupam as autoridades. A opção mais viável encontrada até agora é fazer com que os meninos mergulhem até a saída da caverna. Isso significaria para os garotos nadar, submergir e caminhar ao longo de seis quilômetros.

Essa hipótese, contudo, assusta a todos, porque exigiria dos meninos, extremamente novos e despreparados, grande capacidade de nadar e de se manterem calmos.

Riscos

Com mais chuva prestes a chegar na sexta-feira, 6, as equipes de resgate tailandesas estão correndo contra o tempo para drenar a água da caverna inundada. Um dos bombeiros que trabalham na drenagem disse que parte de uma passagem que leva à câmara onde o grupo se encontra ainda está inundada até o teto.

Segundo o governador da província de Chiang Rai, Narongsak Osatanakorn, a maior preocupação é o clima. “Não podemos arriscar ter a caverna inundada novamente”, disse.

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O governador afirmou que perguntou à equipe encarregada de planejar o resgate do grupo quais são os riscos envolvidos na retirada e se existiria a possibilidade de começar os trabalhos ainda nesta quinta-feira. Ele explicou que os 13 não podem ser retirados ao mesmo tempo, dependendo da condição de saúde deles.

O grupo tem treinado o uso correto das máscaras de mergulho e aprendido exercícios de respiração, se preparando para a possibilidade de mergulhar. “Esta manhã, eu pedi que 13 equipamentos (de mergulho) fossem preparados e levados até o grupo”, disse Narongsak. Segundo o governador, o pedido foi feito para o caso de o resgate precisar ser feito com urgência.

Autoridades disseram preferir que os meninos saiam o mais rápido possível, já que a forte chuva esperada para sábado, 7, certamente aumentará o nível de água na caverna, tornando a passagem por algumas áreas ainda mais complicada.

É esperado que os trabalhos de drenagem possam diminuir os níveis de uma área da caverna onde existe água até o teto. A ideia é conseguir algum espaço para que os garotos não dependam dos aparelhos de mergulho por um logo tempo e possam manter suas cabeças acima da água.

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O complexo de 10 quilômetros de Tham Luang, em Chiang Rai, é relativamente pouco explorado e inclui passagens estreitas e escuras. Antes de os meninos chegarem a um cruzamento em T, três quilômetros ao norte da entrada da caverna, eles terão que mergulhar ao menos uma vez, disseram agentes de resgate.

“Leva seis horas para chegar onde as crianças estão e cinco horas para voltar (à entrada da caverna)”, disse o general Chalongchai Chaiyakum, vice-comandante da Terceira Região do Exército.

Autoridades disseram que de dois a três mergulhadores acompanharão cada membro do grupo.

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