Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia

Covid-19: OMS pede investigação de casos de pneumonia em dezembro

Depois da descoberta de infecção pelo coronavírus na França no final de 2019, organização retoma investigação da origem sobre a doença na China

Por Da Redação Atualizado em 6 Maio 2020, 05h06 - Publicado em 5 Maio 2020, 13h05

A Organização Mundial da Saúde (OMS) apelou aos países que investiguem casos suspeitos de contaminação pelo coronavírus no final de 2019. A iniciativa foi motivada pela recente constatação de uma vítima da doença na França em dezembro, antes do surgimento do primeiro caso oficial em Wuhan, na China, no dia 31 daquele mês, segundo estudo realizado pelo Centro Hospitalar Saint-Denis e publicado no International Journal of Antimicrobial Agents.

ASSINE VEJA

Moro fala a VEJA: ‘Não sou mentiroso’ Em entrevista exclusiva, ex-ministro diz que apresentará provas no STF das acusações contra Bolsonaro. E mais: a pandemia nas favelas e o médico brasileiro na linha de frente contra o coronavírus. Leia nesta edição.
Clique e Assine

“Isso dá um novo quadro para tudo. Essa descoberta ajuda a melhor entender a potencial circulação da Covid-19”, afirmou o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier.

O caso na França foi descoberto a partir de reexames de amostras de sangue de 24 pacientes que apresentaram sintomas de Covid-19 entre dezembro e janeiro. Um deles, um argelino de 42 anos que não esteve na China nem em seu país de origem, testou positivo. O primeiro caso confirmado da doença, até agora, ocorrera em 24 de janeiro.

Lindmeier alertou aos países para checar os casos de pneumonia registrados no final do ano e disse ser muito importante investigar a origem da pandemia na China, segundo o jornal britânico The Guardian. “É preciso mais missões ou uma missão (na China). Estamos vendo isso”, afirmou.

  • A nova evidência põe em xeque a insistência do governo dos Estados Unidos em acusar a China de ter desenvolvido o coronavírus em laboratório em Wuhan. O secretário de Estado, Mike Pompeo, alega haver “provas” da acusação, ecoando declarações do presidente Donald Trump.

     

     

    Continua após a publicidade
    Publicidade