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Covid-19: Democratas pressionam por mais US$ 3 tri de auxílio nos EUA

Pacote econômico deve enfrentar oposição imediata dos republicanos no Congresso; medida prevê segunda rodada de cheques para 30 mi de desempregados

Por Da Redação - Atualizado em 12 Maio 2020, 20h16 - Publicado em 12 Maio 2020, 19h38

Nos Estados Unidos, a maioria democrata da Câmara de Deputados aprovou nesta terça-feira, 12, um pacote de 3 trilhões de dólares para ajudar os estados americanos no combate ao coronavírus. Os recursos serão direcionados também aos governos locais, aos sistemas de saúde e a milhões de americanos no formato de cheques de estímulo.

A medida deve enfrentar oposição imediata na Casa Branca. O presidente Donald Trump e o Senado, de maioria republicana, já haviam descartado uma nova rodada de auxílio emergencial, após o pacote de 2,2 trilhões de dólares liberado em março e os quase 500 milhões do final de abril. Mas, se aprovado, o total da ajuda americana alcançará quase 6 trilhões de dólares.

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O novo projeto, chamado de Decreto dos Heróis, propõe pagamentos de até 6.000 dólares por família, para auxiliar os trabalhadores que perderam o emprego durante a pandemia. A legislação também pretende apoiar os profissionais da saúde e as equipes de emergência, ampliar o número de testes para a Covid-19, aumentar os empréstimos para as pequenas empresas, aumentar a assistência habitacional e fortalecer medidas de segurança alimentar para os mais pobres.

Em comunicado divulgado pelo gabinete da presidente da Câmara, Nancy Pelosi, os democratas descreveram o pacote como “um projeto corajoso e amplo em resposta ao coronavírus, que auxiliará no desafio que essa pandemia representa para a nossa nação”. Mais de 30 milhões de americanos ficaram desempregados desde março.

Os Estados Unidos, o país mais atingido do mundo pela pandemia do novo coronavírus, registraram mais de 1,35 milhão de casos e 80.000 mortes. Segundo o jornal americano The Washington Post, os republicanos rejeitaram a legislação antes mesmo de vê-la, descrevendo-a como uma “lista de desejos progressistas” que não seria aceita no Senado.

O projeto limita isenções de impostos para famílias de alta renda em estados com impostos onerosos, algo que os democratas tentam mudar há vários anos. O líder republicano no Senado, Mitch McConnell, disse que “este não é o momento para legislações ambiciosas”.

Esta seria a quinta legislação de auxílio econômico do Congresso, mas enquanto as quatro primeiras foram o resultado de articulação bipartidária, agora os dois lados estão se distanciando. O partido de Trump argumenta que, antes de discutir um novo auxílio, é preciso fazer uma pausa nos gastos e observar como os pacotes já aprovados estão funcionando. Já Pelosi diz que “não fazer nada é o curso custoso”.

O Post reporta que não está claro quando – ou se – republicanos e democratas se reunirão para fazer um novo acordo sobre o mais novo pacote.

(Com AFP)

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