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Califórnia anuncia novas restrições para conter avanço de Covid-19

Introdução de medidas acontece pouco dias depois de governador Gavin Newsom alertar para possível falta de leitos de UTI no estado

Por Da Redação Atualizado em 4 dez 2020, 12h51 - Publicado em 4 dez 2020, 12h30

Poucos dias depois de alertar para uma possível falta de leitos em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) no estado da Califórnia, o governador Gavin Newsom anunciou na quinta-feira 3 novas restrições sociais e econômicas para tentar conter o avanço da Covid-19 em regiões próximas a hospitais.

As restrições entrarão em vigor nas áreas onde leitos de UTI estiverem com mais de 85% de ocupação, o que poderá ocorrer daqui a “um dia ou dois” em algumas partes do estado americano.

Sob as novas regras, estão proibidas todas as aglomerações com presença de membros de lares diferentes, bem como os deslocamentos e serviços não essenciais. Restaurantes poderão servir refeições para viagem e os pequenos comércios terão sua capacidade limitada a 20%. As escolas, no entanto, não foram afetadas.

A Califórnia já tinha decretado um toque de recolher, que limitava os deslocamentos entre as 22h e as 5h nos condados mais afetados pela Covid-19, mas não foi suficiente para reverter a tendência. Desde o início da pandemia, foram registrados mais de 1.260.000 de casos e 19.400 mortes no estado.

“Se não agirmos agora, nosso sistema hospitalar entrará em colapso”, insistiu Newsom, destacando os números alarmantes. “As hospitalizações aumentaram 86% só nos últimos 14 dias, e as internações em Unidades de Terapia Intensiva, 67%, no mesmo período”, destacou.

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As restrição ficarão sob vigor por, no mínimo, três semanas e só serão suspensas quando menos de 85% dos leitos de UTIs estiverem ocupados.

Nas últimas 24 horas, os Estados Unidos registraram 217.664 novos casos, incluindo 2.879 mortes, segundo a Universidade Johns Hopkins. Ao todo, o país já registrou 14.149.770 casos de Covid-19.

Em meio ao aumento de casos quase que diário, o país também está à espera da vacina, que poderá ser aprovada pela agência reguladora ainda neste mês.

Em fala no domingo, o imunologista-chefe da Casa Branca, Anthony Fauci, alertou que o número pode crescer com ainda mais força por conta do feriado do Dia de Ação de Graças, que motivou o deslocamento de milhões de pessoas no país.

“Em duas ou três semanas, poderemos ver um novo surto além do surto atual” de novas infecções pelo novo coronavírus, alertou em declarações ao canal ABC. Fauci é diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas e uma respeitada personalidade científica. 

Na quinta-feira passada, as famílias celebraram o Dia de Ação de Graças, que levou pelo menos 1,1 milhão de pessoas a viajar de avião – um recorde desde que a pandemia começou no país, em março, segundo dados da agência TSA, encarregada dos controles de segurança nos aeroportos.

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