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Imunologista alerta para explosão de casos nos EUA após Ação de Graças

Feriado levou pelo menos 1,1 milhão de pessoas a viajar de avião para visitar familiares; situação deve se repetir no Natal, segundo Anthony Fauci

Por Da Redação Atualizado em 30 nov 2020, 10h05 - Publicado em 30 nov 2020, 08h54

Os Estados Unidos devem se preparar para um forte aumento na curva de contágios pela Covid-19 após o feriado do Dia de Ação de Graças, que motivou o deslocamento de milhões de pessoas pelo país, alertou neste domingo o imunologista-chefe da Casa Branca, Anthony Fauci.

“Em duas ou três semanas, poderemos ver um novo surto além do surto atual” de novas infecções pelo novo coronavírus, alertou em declarações ao canal ABC. Fauci é diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas e uma personalidade científica muito respeitada nos Estados Unidos.

País mais afetado do planeta pela pandemia, os Estados Unidos registram mais de 266.000 e 13,3 milhões de casos. Na quinta-feira passada, as famílias celebraram o Dia de Ação de Graças, que levou pelo menos 1,1 milhão de pessoas a viajar de avião – um recorde desde que a pandemia começou no país, em março, segundo dados da agência TSA, encarregada dos controles de segurança nos aeroportos.

O vice-secretário da Saúde, Breet Giroir, concordou com o alerta de Fauci, quando se aproximam as festas de fim de ano, com mais viagens e reuniões familiares. Deborah Birx, coordenadora do grupo de trabalho contra o novo coronavírus na Casa Branca, se disse “profundamente preocupada” de que seu país esteja “entrando nesta onda pós-Ação de Graças”.

Jerome Adams, outro médico responsável pelas políticas de saúde da Casa Branca, foi igualmente taxativo: “Quero ser sincero com o povo americano. (A situação) vai piorar nas próximas semanas”, disse ao programa Fox News Sunday.

As internações hospitalares por Covid-19 aumentaram em 46 estados dos Estados Unidos, incluindo Nevada, Ohio e Pensilvânia, de acordo com dados do jornal The Washington Post. Fauci explicou que não estava previsto flexibilizar as recomendações de não viajar ou as restrições antes do Natal.

Apesar dos alertas, a cidade de Nova York deu mais um passo rumo à normalidade, depois que o prefeito Bill de Blasio anunciou que as escolas de ensino fundamental reabrirão suas portas para aulas presenciais em 7 de dezembro.

(Com AFP)

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