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Aquecimento global: Groenlândia perde 1 mi de toneladas de gelo por minuto

Em encontro com Angela Merkel para discutir políticas climática, ativista Greta Thunberg pediu abordagem ampla à crise 'que se aproxima'

Por Da Redação - 20 ago 2020, 16h35

Um estudo publicado nesta quinta-feira, 20, na revista acadêmica Nature apontou que o degelo na Groenlândia bateu em 2019 um recorde desde o início dos registros, há cerca de 70 anos.

A camada de gelo groenlandesa encolheu em 532 bilhões de toneladas no ano passado. Isso equivale à perda de 1 milhão de toneladas de gelo — capaz de encher 420 piscinas olímpicas por minuto. Em comparação, a perda da camada de gelo groenlandesa em 2019 foi o dobro da média dos 16 anos anteriores.

Os pesquisadores acreditam que a intensidade do degelo em 2019 decorreu de condições atmosféricas que retém camadas de ar quente sobre as geleiras e são intensificadas pelo aquecimento global.

“Se olharmos para os anos recordes de derretimento, os cinco primeiros ocorreram nos últimos 10 anos, e isso é uma preocupação. Mas sabemos o que fazer a respeito: reduzir as emissões de gás carbônico”, refletiu o líder da pesquisa, Ingo Sasgen, do Instituto Alfred Wegener, na Alemanha.

A comunidade científica internacional ainda não tem certeza se a camada de gelo groenlandesa perdida ainda poderia ser recuperada com a redução das emissões de gás carbônico.

Como destacou o jornal britânico The Guardian, as geleiras da Groenlândia não estão “necessariamente condenadas a derreter por completo”, um processo que levaria séculos, durante os quais o aquecimento global poderia ser contido.

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Greta e Angela

Ainda nesta quinta, a ativista sueca Greta Thunberg e outras três ambientalistas se encontraram com a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, em uma reunião de 90 minutos.

“Pedimos [aos líderes mundiais] que abordem a crise climática como qualquer outra crise que se aproxima, pedimos que enfrentem a emergência climática”, disse Thunberg em entrevista coletiva após o encontro.

Ativista alemã Luisa Neubauer (esquerda) e ativista sueca Greta Thunberg falam em evento antes de encontro com chanceler alemã, Angela Merkel, em Berlim. 20/08/2020 Odd Andersen/AFP

A ativista sueca afirmou que o encontro foi muito bom e que Merkel, como chanceler, “tem uma grande responsabilidade, mas também uma grande oportunidade de se tornar essa liderança”.

A conversa se concentrou nas prioridades da política climática durante a atual presidência alemã da União Europeia e a meta de atingir a neutralidade climática até 2050.

A chanceler e as ativistas também falaram sobre a importância da precificação do carbono e do fim da produção de eletricidade a partir do carvão.

(Com EFE)

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