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O futuro de Harry e Meghan: trabalho humanitário e milhões no banco

Casal pretende transformar marca que criaram em império global e seguir com a caridade

Por Amanda Capuano - Atualizado em 9 jan 2020, 20h36 - Publicado em 9 jan 2020, 18h15

O casal príncipe Harry e Meghan Markle agitou a realeza nesta quarta-feira, 8, ao anunciar o afastamento da família real. Segundo a declaração, eles planejam trabalhar para serem financeiramente independentes, sem deixar de apoiar a monarquia. Mas como exatamente os rebeldes da realeza pretendem se sustentar?

Apesar do espanto dos britânicos e do desapontamento da rainha com a decisão, é improvável que Meghan e Harry enfrentem dificuldades financeiras. Na verdade, a renúncia ao Sovereign Grant — dinheiro fornecido anualmente aos membros da realeza — pode ser uma  jogada de mestre. Ao romper com as amarras da “mesada real” — que equivale a 5% da renda — um universo de possibilidades se abre para o casal, a começar pela expansão da marca Sussex Royal.

Se dependessem apenas da grana acumulada, pegar no batente já não seria necessário. Harry tem na conta uma fortuna de cerca de 30 milhões de libras, boa parte proveniente da herança de Diana. Já Meghan é mais modesta: seu patrimônio gira em torno dos 3,5 milhões de libras, quantia conquistada com papéis na TV e no cinema. Segundo o site Know Net Worth, a atriz chegou a ganhar 50.000 dólares por episódio com a série Suits.

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“After many months of reflection and internal discussions, we have chosen to make a transition this year in starting to carve out a progressive new role within this institution. We intend to step back as ‘senior’ members of the Royal Family and work to become financially independent, while continuing to fully support Her Majesty The Queen. It is with your encouragement, particularly over the last few years, that we feel prepared to make this adjustment. We now plan to balance our time between the United Kingdom and North America, continuing to honour our duty to The Queen, the Commonwealth, and our patronages. This geographic balance will enable us to raise our son with an appreciation for the royal tradition into which he was born, while also providing our family with the space to focus on the next chapter, including the launch of our new charitable entity. We look forward to sharing the full details of this exciting next step in due course, as we continue to collaborate with Her Majesty The Queen, The Prince of Wales, The Duke of Cambridge and all relevant parties. Until then, please accept our deepest thanks for your continued support.” – The Duke and Duchess of Sussex For more information, please visit sussexroyal.com (link in bio) Image © PA

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Futuro Império Global e Moda

Em junho de 2019, Meghan e Harry registraram em cartório a marca Sussex Royal, que inclui desde produtos para comércio até ações sociais voltadas para o meio ambiente, empoderamento feminino e educação. De acordo com o documento publicado pelo escritório de propriedade intelectual da Inglaterra (Intellectual Property Office), em dezembro, a marca estampará materiais de estudo, panfletos, livros, roupas, além de promover conscientização sobre assuntos variados.

O especialista em varejo Andy Barr prevê que o futuro império de produtos de Meghan e Harry tem potencial para render ao casal receitas de até 400 milhões de libras por ano — o dobro do arrecadado pelos investimentos do príncipe Charles em 2019.

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“Sem dúvida será um negócio multi-milionário, considerando que eles estarão lucrando com o nome da realeza, o que é irônico, já que estão tentando se livrar de seu controle”, afirmou Barr ao jornal Daily Mail. O registro, aliás, comprova que o afastamento do casal estava sendo planejado há algum tempo — em uma eventual perda dos títulos, o registro prévio possibilita que eles sigam usando o nome “Sussex” para os negócios.

Meghan também tem uma relação próxima com o mundo da moda.  Em 2019, a duquesa combinou seu lado fashionista com a filantropia e lançou uma linha de roupas para fornecer vestimentas e treinamento a mulheres desempregadas. Ela também mantinha o blog Tig até abril 2017. O site rendeu a atriz o montante de 60.000 libras de acordo com o Mirror UK.

Prince Harry e a duquesa Meghan Markle posam para foto em Londres DANIEL LEAL-OLIVAS/Getty Images

Livros, TV e aparição pública

Saciar a curiosidade dos leitores também pode render ao casal bons trocados. Não é incomum que editoras paguem cifras generosas pela produção de biografias de figuras célebres. Em 2017, Barack Obama levou a bagatela de 65 milhões de dólares em um acordo com a Penguin Random House para a publicação de sua biografia. Michele Obama também faturou com o best-seller Minha História, com ingressos que atingiram os 3.000 dólares na turnê do livro.

O mesmo vale para a televisão, que pode ser um canal de lucro e de ativismo. Harry já trabalhou ao lado de Oprah na produção de uma série documental para a Apple TV sobre saúde mental. O casal também estrelou, em 2019, o documentário Harry & Meghan: An African Journey, que retrata a viagem do casal à África.

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O casal ainda poderá cobrar pela presença em eventos e palestras. Em entrevista a Bloomberg, Jeff Jacobson, co-fundador da agência de palestras Talent Bareau estima que Meghan arrecadaria no mínimo 100.000 dólares por aparição. Já Harry, pode chegar a bagatela de 500.000 dólares.

 

 

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