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Crise econômica reforça papel da educação, diz OCDE

Relatório da organização defende requalificação profissional em grande escala

Por Da Redação 13 set 2011, 12h28

A crise econômica mundial apresenta um novo desafio aos países desenvolvidos e emergentes quando o assunto é educação. Essa é a conclusão de um relatório divulgado nesta terça-feira pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). De acordo com a entidade, as escolas de todo o mundo terão de formar cidadãos preparados a exercer novas funções que surgirão no mercado de trabalho.

“É crucial que os sistemas educacionais aproveitem esta ocasião de forte demanda e custo de investimento pouco elevado para melhor a acessibilidade e o orçamento dos estabelecimentos de ensino”, defendeu um dos autores do relatório Education at Glance 2011, que reúne dados referentes a 2008 de 40 países, incluindo o Brasil.

O estudo expõe o caso de países como Espanha, Estônia, Estados Unidos e Irlanda, onde os índices de desemprego das pessoas sem ensino médio aumentaram mais de 5%, um ritmo mais de duas vezes superior ao medido entre cidadãos com diploma universitário.

A organização chama a atenção sobre o caso dos desempregados de longa duração. “Inúmeros empregos suprimidos com a crise mundial não voltarão a ser criados quando a economia retomar o crescimento, especialmente nos setores menos qualificados”, destaca a OCDE, reforçando que é papel da educação recapacitar esses profissionais e reinseri-los no mercado de trabalho.

Investimento – O relatório divulgado nesta terça-feira aponta também as despesas dos países analisados com a educação em 2008. A média dos 34 países membros, mais o Brasil e a Rússia e incluindo investimento público e privado, atingiu 6,1% do Produto Interno Bruto (PIB).

As exceções, pelo lado superior, aparecem no Chile, Coreia do Sul, Dinamarca, Estados Unidos, Israel e Noruega, onde esse número é superior a 7% do PIB. No lado oposto, nove países dedicam 5% ou menos. Trata-se de Alemanha, China, Rússia, Hungria, Indonésia, Itália, Japão, República Eslovaca e República Tcheca. No caso do Brasil a despesa foi de 5,3% do PIB em 2008.

(Com agência EFE)

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