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Por Kelly Miyashiro
Críticas e análises sobre o universo da televisão e das plataformas de streaming
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Por que a HBO conta as horas para o fim da tenebrosa ‘The Idol’

Série estrelada por The Weeknd e Lily-Rose Depp acumula rejeição de críticos e telespectadores com audiência baixa

Por Kelly Miyashiro
Atualizado em 28 jun 2023, 20h20 - Publicado em 29 jun 2023, 10h00

A série sofrível The Idol, da HBO e HBO Max, chegará ao fim após cinco episódios no próximo domingo, 2 de julho — uma data aguardada ansiosamente pela empresa da Warner Bros. Discovery. Idealizada por Abel Tesfaye, o The Weeknd, e Sam Levinson (diretor de Euphoria), a produção estrelada pelo próprio The Weeknd e Lily-Rose Depp é fortemente rejeitada pela crítica especializada e telespectadores que ainda se sujeitam à tortura de assistir a saga de Jocelyn (Depp), uma cantora pop à beira de um colapso que passa a se relacionar com Tedros (Tesfaye), líder de uma seita manipulador que passa a devorá-la sexualmente — de forma exageradamente gráfica na série. Além de um roteiro pobre, a produção apelativa abusa de cenas sensuais para chamar atenção, mas o resultado afastou a audiência da HBO.

Anteriormente anunciada com seis episódios nessa primeira temporada, The Idol chega ao fim após cinco capítulos. A produtora alega que a obra não foi cortada por causa das inúmeras críticas que vem recebendo e sim que a história, ao trocar de diretor — Sam Levinson substituiu a diretora Amy Seimetz, reformulando a série do zero –, passou também pelo ajuste de redução da quantidade de episódios. Entretanto, este novo número havia sido omitido até o momento.

A série já dava indícios de que seria um projeto catastrófico poucos meses atrás, quando uma reportagem da Rolling Stones americana compilava dezenas de relatos de antigos produtores que revelavam, anonimamente, os bastidores conturbados. Entre as maiores controvérsias havia a acusação de que The Idol parecia querer romantizar estupros e previa até uma cena em que Jocelyn, a mando de Tedros, deveria quebrar um ovo usando suas partes íntimas — mas estes enredos não chegaram a entrar na edição final.

No ar, a trama provou ser um show de horrores de qualquer forma. No primeiro episódio, um coordenador de intimidade — profissional contratado para garantir que a estrela não passe por desconforto e constrangimentos durante o trabalho — é trancado em um banheiro quando interfere em um ensaio de fotos de Jocelyn (Lily Rose-Depp), que quer porque quer deixar os seios à mostra. Em outro capítulo, Tedros faz Jocelyn ter um orgasmo enquanto a jovem grava uma canção no meio de um estúdio, em frente a dezenas de pessoas de sua equipe.

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Em entrevista à Vogue da Austrália publicada nesta quarta-feira, 28, a filha de Johnny Depp e Vanessa Paradis defendeu as decisões artísticas tomadas em The Idol. “Sabemos que estamos fazendo algo provocativo e não estamos fugindo disso. Isso é algo que eu sabia que estava planejando fazer desde o início. Nunca me interessei em fazer algo puritano. Tudo bem se esse programa não for para todos e tudo bem – acho que toda boa arte é ‘polarizante’. Nunca me senti tão respeitada e segura em um set, honestamente. Então, quando se trata da nudez e da natureza ousada do papel, isso para mim foi intencional”, explicou.

É fato que após meses dominando as noites de domingos com séries aclamadas como A Casa do Dragão, The Last os UsSuccession, o canal HBO deixou sua qualidade cair drasticamente ao colocar no ar na sua faixa de horário mais nobre The Idol, que bebe de uma direção petulante de Sam Levinson e uma performance constrangedora do cantor The Weeknd. No Rotten Tomatoes, a série tem 22% de pontuação da crítica. De acordo com dados da Nielsen, o quarto e mais recente episódio da série foi visto na TV a cabo americana por 133.000 pessoas no último domingo, 25. A critério de comparação, o capítulo menos visto de Succession (em quatro temporadas) foi sintonizado por 405.000 pessoas. Na HBO Max, a produção estrelada por Lily-Rose estreou com 913.000 telespectadores ao redor do mundo, depois caiu para 800.000, e a plataforma parou de divulgar os números desde então. A HBO ainda não divulgou se a produção polêmica foi cancelada ou se será renovada para uma segunda temporada — mas não fará a menor falta se tiver seu fim decretado.  

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