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Por Raquel Carneiro
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Carla Diaz a VEJA: fim da trilogia Richthofen ‘vai mexer com as pessoas’

Atriz vive a assassina Suzane Von Richthofen pela última vez em 'A Menina que Matou os Pais: A Confissão', lançamento do Amazon Prime Video

Por Thiago Gelli
Atualizado em 27 out 2023, 15h03 - Publicado em 27 out 2023, 15h02

Dois anos após o lançamento conjunto de O Menino que Matou Meus Pais e A Menina que Matou os Pais, a história sobre o chocante crime de Suzane von Richthofen e seu julgamento parecia já ter sido contada — mas não para os roteiristas Raphael Montes e Ilana Casoy. Junto ao diretor Maurício Eça, a dupla elaborou A Menina que Matou os Pais: A Confissão, já disponível na Prime Video, capítulo final da trilogia que encara os criminosos por um novo ponto de vista: agora quem conta a história são os investigadores do caso. Com a nova roupagem detetivesca, a atriz Carla Diaz recuperou os trejeitos, figurinos e perucas de Suzane e se colocou, mais uma vez, no lugar da assassina mais famosa do Brasil. Em entrevista a VEJA, a atriz comenta o processo de caracterização, sua opinião sobre o sucesso do gênero true crime, o alcance internacional do streaming e as novidades do longa derradeiro.

O gênero do true crime, que narra os bastidores de crimes reais, é um fenômeno. Por que esse tipo de narrativa é tão atraente? Acho que o true crime mexe com a curiosidade que temos sobre a mente humana. Queremos saber como aconteceram os fatos e o que passa na cabeça de uma pessoa para cometer atos como esse.

Por outro lado, muitos o consideram um formato irresponsável e desrespeitoso com as vítimas. Qual a sua opinião sobre críticas desse cunho? Acho que cada um tem sua opinião. Você não é obrigado a gostar do mesmo gênero ou das mesmas coisas que eu, porém acho que a arte não fala apenas das coisas boas do mundo. Não é só romance ou aventura — arte é dramaturgia e evidencia todas as situações humanas. O true crime é uma boa forma de propor uma reflexão para a sociedade.

A Confissão deixa de lado o formato baseado no ponto de vista dos primeiros dois filmes e retrata a investigação policial do caso. Como seu entendimento da história varia do formato anterior para esse? Esse terceiro filme finaliza a trilogia. Vejo ele como um complemento aos anteriores, com muita coisa que não foi vista. Acho, inclusive, que ele é mais impactante. É um filme mais denso e intenso, e diria que, por mais que a gente saiba da realidade do caso, ele ainda impressiona, sabe? Acho que muita gente vai terminar de assistir ao filme e vai ficar — pelo menos por alguns minutos — reflexivo. Foi o que aconteceu ontem, quando tivemos a pré-estreia no cinema. Foi uma experiência bem diferente, principalmente por ver a reação de todo mundo dentro da sala. Quando acabou o filme e as luzes se acenderam, eu olhei para a minha mãe e ela estava emocionada — aí olhei para um dos seguranças na sala, e ele também estava muito emocionado. O filme vai mexer de novo com as pessoas.

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A história de Suzane é frequentemente comentada junto a outras assassinas brasileiras, como Elize Matsunaga e Flordelis. Você acredita que há uma fixação especial por homicidas mulheres? Nunca parei para pensar nisso, mas, na verdade, acho que não faz diferença. A atenção, a curiosidade e o choque da sociedade acabam sendo os mesmos.

O público brasileiro tem fama de não separar a imagem das atrizes de suas personagens. Já teve algum problema por conta disso? Pelo contrário, as pessoas vêm conversar comigo muito seriamente sobre o assunto. Esse ano eu faço 30 anos de carreira, e posso dizer que fui abraçada pelo público ao longo dessas décadas. Essa personagem foi muito importante para eu mostrar outro lado artístico meu, então fico muito grata pelas oportunidades que tive e por interpretar uma personagem tão intensa quanto essa.

A trilogia sobre o caso Suzane foi concebida para as salas de cinema, mas acabou como lançamento da Prime Video devido à pandemia. Hoje, você prefere fazer filmes para a distribuição nas salas de cinema, ou para o streaming? Hoje em dia, já não existe mais uma preferência. Temos que aceitar os novos tempos e o streaming veio com tudo. Sou muito consumidora de streaming, a Prime Video é maravilhosa, e tivemos uma repercussão mundial incrível com os dois primeiros filmes — que foram para mais de 240 países. Se a gente tivesse ido para salas de cinema, talvez não tivéssemos impactado tantas pessoas em tantos outros lugares. Recebo mensagens diariamente em outros idiomas porque estrangeiros assistiram aos filmes. Estou muito feliz com a repercussão. A Confissão, por exemplo, ainda nem estreou e já está aparecendo nos trending topics. Mesmo assim, é óbvio que vale sempre ressaltar a importância de ir ao cinema. Os brasileiros não podem perder esse hábito de valorizar nossa produção. 

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