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Viaduto que cedeu em SP pode desabar, afirma secretário

Processo de escoramento foi acelerado e número de profissionais trabalhando na obra será reduzido

Por Da Redação Atualizado em 16 nov 2018, 19h25 - Publicado em 16 nov 2018, 09h20

Piorou a situação de estabilidade do viaduto que cedeu quase 2 metros na manhã de quinta-feira 15, na Marginal Pinheiros, zona oeste de São Paulo. Nesta sexta 16, o secretário municipal de Serviços e Obras, Vitor Aly, relatou a presença de tremores, que são obstáculo no processo de escoramento da estrutura, e afirmou haver risco de desabamento, o que implicará em medidas emergenciais.

“Vamos acelerar os procedimentos e reduzir o número de pessoas envolvidas na obra, para que possam trabalhar em segurança. Existe a possibilidade de ruína. Pedimos também para a CPTM que diminua a velocidade do trem, que estava vibrando e fazendo com que a estrutura se movimentasse. Vamos acelerar o processo de escoramento, e, após estabilizar a estrutura, dar procedimento ao trabalho”, explicou Aly, em coletiva com jornalistas.

Próximo ao parque Villa Lobos, um trecho do viaduto cedeu quase 2 metros em momento no qual cinco carros passavam por sua estrutura. Especialistas ouvidos por VEJA projetam que as obras de recuperação podem durar cerca de um ano.

  • No momento, quase 20 quilômetros da pista expressa da Marginal Pinheiros estão interditados. Em entrevista para a Globo News, o secretário municipal de Mobilidade e Transportes, João Octaviano Machado Neto, afirmou que bloquear todas as faixas desde a entrada da via é a melhor “questão operacional” para evitar congestionamentos, pois evita afunilamento do tráfego nas saídas da pista. Não há prazo para liberação, e a Prefeitura recomenda que motoristas evitem a região.

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