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Rio repete protesto com pancadaria e vandalismo

Ato no Centro reuniu cerca de 10.000 pessoas, de acordo com a Polícia Militar, que foi atacada com pedras e coquetéis molotov e revidou com bombas de gás lacrimogêneo. Palácio Guanabara também teve tumulto

Por Cecília Ritto e Pâmela Oliveira
Atualizado em 10 dez 2018, 10h29 - Publicado em 11 jul 2013, 23h10

“O vandalismo não será tolerado no estado do Rio de Janeiro. Grupos que vão para as ruas com o objetivo claro de gerar o pânico e destruir o patrimônio público e privado tentam se aproveitar das recentes manifestações legítimas de milhares de jovens desejosos de participar e aperfeiçoar a democracia conquistada com muita luta pelo povo brasileiro”, disse o governador Sérgio Cabral, em nota

Grupos de mascarados, com bandeiras anarquistas e ‘uniformes’ pretos promoveram, mais uma vez, um quebra-quebra generalizado nos atos de protesto no Rio de Janeiro nesta quinta-feira. A cidade foi a que registrou mais e maiores confusões no “Dia Nacional de Lutas”. Os baderneiros, ainda que isolados, fizeram da passeata no Centro da cidade e do ato no Palácio Guanabara, no bairro das Laranjeiras, na Zona Sul, um espetáculo de depredação, banditismo e incivilidade.

Confira como foi o dia de protestos pelo país

Ao longo da quinta-feira, a cidade teve dois momentos de manifestações. O primeiro deles, no início da tarde, marcado para as 13 horas, foi esvaziado, com poucos manifestantes acampados em frente à prefeitura. Pouco depois, às 15 horas, começou a concentração na Candelária para uma passeata até a Cinelândia. Formada inicialmente por grupos de sindicalistas, poucos jovens e um grande número de servidores públicos, uma aglomeração de cerca de 500 pessoas iniciou a marcha, pela Avenida Rio Branco.

O primeiro tumulto (ainda isolado) aconteceu quando policiais militares detiveram um homem acusado de quebrar um dos vidros laterais da Igreja da Candelária. Manifestantes reagiram, obrigando a PM a recuar em direção à rua Primeiro de Março, até que o suspeito fosse libertado. Foram lançadas bombas de gás lacrimogêneo, pelos policiais, e garrafas e pedras, pelos manifestantes.

O governador Sérgio Cabral emitiu, no fim da noite, uma nota condenando os atos violentos. “O vandalismo não será tolerado no estado do Rio de Janeiro. Grupos que vão para as ruas com o objetivo claro de gerar o pânico e destruir o patrimônio público e privado tentam se aproveitar das recentes manifestações legítimas de milhares de jovens desejosos de participar e aperfeiçoar a democracia conquistada com muita luta pelo povo brasileiro”, diz a nota.

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O tumulto maior no centro ocorreu na chegada à Cinelândia. A essa altura, próximo do cruzamento da Rio Branco com a Avenida Chile, segundo estimativas da Polícia Militar, havia perto de 10.000 pessoas no protesto. Aglutinados, jovens de roupas pretas, rostos cobertos e postura intimidadora lançaram pedras, fogos de artifício e agrediram as fileiras de policiais. Houve lançamento de bombas de gás lacrimogêneo, correria, fuga de manifestantes pacíficos e novas cenas de vandalismo.

Sindicalistas e manifestantes pacíficos tentaram expulsar os baderneiros – entre eles alguns representantes do grupo chamado de “Black Block”, que vem promovendo ataques. Os carros de som passaram a executar, em alto volume, o Hino Nacional. O que era para ser um chamado à paz tornou-se um elemento a mais de tensão, com aumento no nível das agressões, no lançamento de bombas e arremesso de pedras pelos manifestantes.

https://www.youtube.com/watch?v=4pN7lCI28PA

Quartel General da PM – Um grupo de manifestantes – a exemplo do que houve em outros protestos – rumou para a rua Evaristo da Veiga, onde fica o Quartel General da Polícia Militar. O comando da corporação mobilizou dezenas de policiais para bloquear o acesso à rua e evitar a chegada dos baderneiros até a entrada principal.

A confusão no centro foi controlada por volta das 19 horas. A preocupação, a partir daí, passou a ser com o protesto nas imediações do Palácio Guanabara, sede do governo estadual, para onde seguiu parte dos manifestantes do Centro. Durante o ato, integrantes do protesto projetaram palavras de ordem nas paredes da sede do governo estadual. Pouco tempo depois do início da concentração no entorno do Guanabara começou a confusão. Manifestantes atiraram bombas em direção aos policiais que estavam dentro do Palácio. A PM reagiu com gás lacrimogêneo, spray de pimenta e balas de borracha.

Até as 22 horas havia 12 pessoas presas, dois menores apreendidos e um prejuízo ainda não contabilizado de patrimônio depredado e moradores impedidos de circular. Pouco antes da meia-noite, a Polícia atualizou os números da confusão: três menores foram apreendidos e três pessoas foram presas por arremessar pedras nos policiais militares, ônibus e lojas. Eles foram autuados por formação de quadrilha e corrupção de menores – o grupo estava acompanhado por dois adolescentes.

Pelo Facebook, pessoas que trabalham no centro relataram problemas para voltar para casa, medo de sair às ruas e cheiro de gás lacrimogêneo, mesmo nos andares altos dos edifícios.

Ao fim do protesto, um grupo anunciava o que pode ser mais uma noite de quebra-quebra. “Amanhã vai ser maior”, gritavam os manifestantes que resistiam até o fim.

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