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Rio pede ajuda aos EUA para rastrear fuzis apreendidos

Entre janeiro e agosto deste ano, 244 fuzis foram retirados de circulação pela polícia, um aumento de 38%.

Por Da Redação Atualizado em 25 mar 2021, 21h12 - Publicado em 13 out 2015, 09h15

De olho na Olimpíada de 2016, os Estados Unidos atenderam ao pedido de ajuda do Rio de Janeiro para rastrear a origem de fuzis apreendidos no Estado, segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo desta terça-feira. A cada dia, um fuzil, em média, foi confiscado entre janeiro e agosto deste ano – só nos primeiros oito meses de 2015, as 244 apreensões representam um aumento de 38% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo o jornal. Desde 2011, foram 1.285 fuzis retirados de circulação pela polícia.

O DEA (agência americana de combate às drogas) recebeu uma relação com 5.000 armas apreendidas no Rio de Janeiro. Entre elas, há 113 fuzis, 131 pistolas da Argentina e 21 pistolas da Turquia. A ATF (agência americana de repressão a álcool, tabaco, armas de fogo e explosivos) informou que o fuzil Barrett apreendido pelo Batalhão de Operações Especiais (BOPE), em 11 de agosto deste ano, veio de uma loja no Estado americano Arizona. Outra arma, que estava sob o poder do Comando Vermelho na favela do Chapadão, na Zona Norte do Rio, foi comprada, legalmente, por um americano em 2006, no condado de Maricopa. Suspeita-se de que ele tenha pagado 50.000 reais pela arma.

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O secretário de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, disse à Folha que a polícia tem encontrado armas novas com traficantes, o que demonstra, segundo ele, que as quadrilhas estão sendo abastecidas. No entanto, de acordo com Beltrame, as apreensões são em pequena quantidade, o que significa que não há “um senhor das armas no Rio”.

A especialista em armas da Organização das Nações Unidas (ONU) para a América Latina e Caribe, Lucía Consoli, disse ao jornal que os fuzis são utilizados pelos traficantes para demonstrar poder “diante da comunidade e dos rivais”. “Os traficantes querem mandar o recado de quem manda no território. É violência intimidação e corrupção”, disse o mexicano Antonio Mazzitelli, do escritório da ONU contra drogas e crimes, ao jornal.

(Da redação)

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