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Papa Francisco recebe mãe de Marielle Franco no Vaticano

Segundo Marinette Silva, pontífice expressou sua "preocupação" com casos como o da vereadora

Por Estadão Conteúdo Atualizado em 3 ago 2018, 21h39 - Publicado em 3 ago 2018, 19h33

O Papa Francisco recebeu na quinta-feira (2) no Vaticano, Marinette Silva, mãe da ativista brasileira Marielle Franco, assassinada no Rio em 14 de março. De acordo com a família, não foi o primeiro contato entre os dois. Dias após a morte, o pontífice teria ligado para Marinette, após receber uma carta da filha da vereadora do PSOL, Luyara. Conforme a imprensa italiana, o encontro foi intermediado pelo ativista argentino Gustavo Vera e pelo jornalista argentino Lucas Schaerer, da ONG Alameda.

“Foi um encontro muito bonito e emocionante, apesar da dor que sinto”, disse Marinette, na Fundação Lelio and Lisli Basso, em Roma, onde ocorreu a reunião, que também teve a presença de ativistas do movimento pela libertação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Desejava muito esse encontro para dizer a ele pessoalmente o que vivo”, continuou a mãe de Marielle, segundo o jornal La Stampa.

Católica fervorosa, ela destacou Francisco como um “líder” verdadeiro para o momento atual. Como se tratou de um ato privado do pontífice, assim como já havia ocorrido com o telefonema, não foram divulgadas informações pelo Vaticano.

  • Marinette ainda entregou ao papa uma camiseta com imagens da filha. Por sua vez, Francisco afirmou que vem acompanhando informações a respeito e vê com “preocupação” casos como o da vereadora. Mais de quatro meses após o assassinato de Marielle e do seu motorista, Anderson Gomes, a polícia ainda investe na pista de que ambos foram mortos por milicianos.

    Essa linha de investigação tem por base o depoimento de uma testemunha-chave que teria apontado como mandantes o ex-policial militar Orlando de Oliveira Araújo, conhecido como Orlando Curicica, e o vereador Marcello Siciliano (PHS). A suspeita é de que Marielle estaria contrariando interesses de ambos na zona oeste carioca. A defesa de Curicica e de Siciliano nega que eles tenham qualquer relação com a morte da vereadora e alega que a tal testemunha-chave é, na verdade, um desafeto dos dois.

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