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Manifestação encurrala peregrinos da Jornada Mundial da Juventude

Encontro de cerca de 300 pessoas de um grupo de protesto com a multidão causa correria, choro e pânico entre os fiéis. JMJ é mais uma refém da tentativa de impor à cidade uma agenda de manifestações com frequência quase diária

Por Cecília Ritto, Pâmela Oliveira e Carolina Farina
26 jul 2013, 20h17

O protesto que começou na estação Cardeal Arcoverde do metrô, em Copacabana, acabou causando um transtorno a mais para a Jornada Mundial da Juventude. O grupo, que tem entre 200 e 300 pessoas, chegou depois das 19h às imediações do palco onde estava o papa Francisco. A chegada coincidiu com o movimento de retorno dos fiéis, que tiveram a passagem obstruída pela manifestação.

Houve correria, choro, mãos para o alto e orações para pedir que o grupo deixasse o fluxo de peregrinos passar. Era neste ponto também que havia uma linha de alambrados, com a proteção da Força Nacional de Segurança. Idosos, crianças, pessoas em cadeiras de rodas ficaram amedrontados no encontro com manifestantes. Alguns se desesperaram e correram em direção ao Leme. Apesar de o protesto ser pacífico, o clima ficou tenso. O movimento de saída de Copacabana é lento.

A Jornada Mundial da Juventude passa a ser mais um evento que fica refém não de manifestantes, mas da insistência em impor à cidade uma agenda de protestos acima de qualquer circunstância. Um grupo de menos de 500 pessoas decidiu protestar contra tudo, inclusive os gastos públicos na jornada, no momento em que tudo o que a cidade, seus moradores e visitantes precisam de mais organização e tranquilidade. Criaram, assim, um tumulto desnecessário, e certamente angariam um pouco mais de antipatia.

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