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Hospitais de Roraima atendem 13 venezuelanos feridos em confrontos

Três pessoas estão internadas em estado grave após se envolverem em conflitos com forças policiais da Venezuela em localidades próximas à fronteira

Os hospitais de Roraima atenderam desde sexta-feira (22) 13 venezuelanos feridos em confrontos em localidades próximas à fronteira com o Brasil, informou a Secretaria de Saúde (Sesau-RR) do Estado, por meio de nota. Nove pessoas foram atendidas na capital Boa Vista e outras quatro em Pacaraima, localizada na divisa entre os países.

De todos os atendidos, ao menos cinco foram liberados, enquanto os demais continuam internados no Hospital Geral de Roraima, em Boa Vista, três dos quais em estado grave. Nove se feriram em conflito com militares em Kumarakapay, uma vila que está a cerca de 70 quilômetros da fronteira.

Um dos atendidos, identificado como Lino Benavides, deu entrada na noite de sexta-feira no hospital de Boa Vista com traumatismo craniano e permanece em observação. Outro, Kleber Perez, foi atingido por um tiro no tórax e encontra-se internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O terceiro, Rolando Garcia Martinez, está sedado e respira com ajuda de aparelhos.

A tensão na região fronteiriça se intensificou desde quinta-feira (21) à noite, quando o ditador venezuelano Nicolás Maduro anunciou o fechamento da fronteira, a fim de evitar a entrada de toneladas de ajuda humanitária enviadas por Brasil e Estados Unidos. O regime afirma que a iniciativa caracteriza uma forma de invadir seu território.

Na manhã deste sábado, dois caminhões com ajuda humanitária saíram de Boa Vista e percorreram os 214 km até Pacaraima. Segundo o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, um dos caminhões já cruzou o limite entre os países e encontra-se em território venezuelano.

Caminhões também tentam fazer a travessia pela fronteira com a Colômbia. Há relatos de que uma pessoa morreu e outras seis ficaram feridas na região, segundo o site argentino Infobae. Forças Armadas leais a Maduro e milícias chavistas abriram fogo contra quem esperava a chegada dos veículos com ajuda humanitária na ponte Simón Bolívar y Santander, que liga as cidades de San Antonio y Ureña, na Venezuela, e Cúcuta, na Colômbia. Bombas de gás lacrimogêneo também foram disparadas para dispersar a multidão. 

(Com Agência Brasil)