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Greve no metrô para São Paulo, e governo aciona Justiça

Agentes da CET também cruzaram os braços e o paulistano passou a manhã preso em engarrafamentos; sindicato dos metroviários e governo voltarão a negociar no final do dia

Por Bruna Fasano e Eduardo Gonçalves - 5 jun 2014, 12h25

A uma semana do início da Copa do Mundo, a maior cidade do país amanheceu travada nesta quinta-feira pelos efeitos de greves de metroviários e agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Ao contrário da paralisação surpresa de motoristas de ônibus há duas semanas, desta vez a greve no metrô foi anunciada com antecedência, o que levou à liberação do rodízio municipal de veículos. Resultado: às 9h30, foram registrados 209 km de congestionamentos, recorde do ano para o dia e horário – o terceiro maior índice da história.

O governo de São Paulo acionou o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) por considerar a greve abusiva. “Não tem o menor sentido uma greve que prejudica a população, [feita por] um pequeno grupo muito político [que visa] levar a consequências [como] paralisação, caos, bagunça, sem a menor razão de ser”, afirmou o governador Geraldo Alckmin (PSDB) ao SPTV, da Rede Globo.

A audiência de conciliação entre o sindicato dos metroviários e o governo paulista está agendada para a tarde de hoje. Na sequência, a proposta negociada será debatida em assembleia da categoria no final do dia.

Na noite desta quarta, a Justiça havia determinado que os funcionários do Metrô trabalhassem com 100% da frota em horário de pico e 70% nos restante do dia, sob pena de multa diária de 100.000 reais, o que não foi respeitado. Os metroviários rejeitam a proposta de reajuste salarial de 8,7% apresentada pelo governo – o sindicato exige o aumento de “ao menos dois dígitos”.

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Veja como foi a manhã caótica nas ruas de São Paulo

No metrô, as linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha foram afetadas. Às 6h30, alguns trechos começaram a colocar composições em circulação. Nas primeiras horas da manhã, houve tumulto na estação Corinthians-Itaquera, na Zona Leste. Baderneiros derrubaram portões de acesso à estação e invadiram a plataforma. A Polícia Militar foi acionada.

A situação nas ruas e avenidas agravou-se com a paralisação dos agentes da CET, que não realizaram as operações diárias de implantação das faixas reversíveis para desafogar o trânsito em horário de pico. Artérias da cidade, como a Radial Leste, que liga a região Leste ao Centro da capital, travaram e o paulistano passou horas em engarrafamentos.

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<p>A greve por tempo indeterminado do sindicato dos metroviários deixou os trens do metrô de São Paulo parcialmente paralisados em quatro linhas nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira, exatamente a uma semana do início da Copa do Mundo</p>
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