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Fragmentos de crânio são encontrados nos escombros do Museu Nacional

Material foi levado para análise; esperança é que material seja de Luzia, o fóssil mais antigo da América Latina

Por Estadão Conteúdo - Atualizado em 4 set 2018, 16h12 - Publicado em 4 set 2018, 14h16

Três fragmentos de crânio foram encontrados em meio aos escombros do incêndio que destruiu o Museu Nacional no Rio de Janeiro na noite de domingo 2 e madrugada de segunda-feira 3, despertando as esperanças de que se tratasse de Luzia, o fóssil mais antigo da América Latina, com cerca de 12.000 anos.

A assessoria do museu, no entanto, informou na manhã desta terça-feira 4 que não há confirmação, já que o material não foi ainda analisado e está cheio de fuligem. Além do mais, o museu tinha centenas das mais diversas coleções de fósseis humanos.

O crânio de Luzia não estava em exposição — justamente porque era muito requisitado por pesquisadores —, mas tampouco estava protegido num cofre. Os ossos estavam em uma caixa de metal que não se sabe ainda se resistiu ao fogo.

Reconstituição de Indivíduo Humano de Sexo Feminino: Ossos da coxa e da bacia de Luzia, datados de 11.500 anos atrás, foram achados em 1975, no município de Pedro Leopoldo, Minas Gerais Museu Nacional/Divulgação
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