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Militares e Guarda Municipal reforçam segurança do museu contra saques

Autoridades estabeleceram perímetro para proteger equipes que trabalham no local e evitar furtos de peças que possam ter resistido ao incêndio

Por Redação Atualizado em 4 set 2018, 14h25 - Publicado em 4 set 2018, 10h37

As Forças Armadas e a Guarda Municipal reforçaram nesta terça-feira 4 a segurança do Museu Nacional do Rio de Janeiro. A medida foi tomada para proteger as equipes que trabalham no local e prevenir saques de possíveis peças de valor que tenham resistido ao incêndio.

“O Batalhão de Guardas do Exército, que tem seu quartel situado em São Cristóvão, teve seu perímetro de segurança provisoriamente estendido, de modo a abarcar todo o local do incêndio, reforçando assim a segurança da área, em coordenação com a PM e com a Guarda Municipal”, afirma o Comando Militar do Leste (CML) em nota ao site de VEJA.  

Apesar da chuva que caiu sobre o Rio durante a noite, alguns focos de incêndio apareceram pela manhã. Os bombeiros continuam a atuar na área, acompanhando pesquisadores que analisam o que se perdeu e tentam recuperar peças do acervo.

  • Pós-tragédia

    Já  se sabe que foram completamente destruídos o setor de memória e arquivo, que abrigava todo o acervo de pesquisas, com relatórios, artigos, documentos e fotos, assim como a Biblioteca Francisca Keller. Também foram consumidas pelo fogo as múmias abrigadas pela instituição. Ainda há dúvida sobre o estado de Luzia, o esqueleto mais antigo já encontrado nas Américas, com cerca de 12.000 anos de idade.

    Segundo o geólogo Renato Cabral Ramos, que está fazendo o levantamento do que se perdeu e do que se salvou do acervo da instituição, o crânio ficava guardado dentro de uma caixa resistente, em um armário. 

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