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Eleições 2016: complicou para os caciques

Às vésperas do segundo turno, Lula e Aécio veem seus candidatos ficar atrás nas pesquisas. A derrota aqui é mau prenúncio para 2018

Por Pieter Zalis
Atualizado em 30 out 2016, 11h43 - Publicado em 30 out 2016, 11h36

Em 2012, o candidato de Aécio Neves (PSDB) à prefeitura de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB), deu uma lavada no petista Patrus Ananias e se reelegeu já no primeiro turno. Dois anos depois, o tucano disputou a Presidência com Dilma Rousseff (PT) e perdeu por pouco. Agora, de acordo com as pesquisas, seu candidato à prefeitura da capital mineira neste ano, João Leite (PSDB), foi ultrapassado na reta final pelo adversário, Alexandre Kalil (PHS), e corre o risco de perder. Para Aécio, é mau sinal para 2018.

O tucano, que aparece em segundo lugar nas pesquisas da disputa pela Presidência, não é o único cacique a ter seu prestígio arranhado neste segundo turno das eleições municipais. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que, mesmo com a Lava-Jato no seu encalço, está em primeiro lugar em todos os cenários, tampouco se encontra em melhor situação. O único candidato do PT a disputar uma capital neste momento, João Paulo, no Recife, está atrás nas pesquisas. Salvo reviravolta de última hora, ele deve perder para o atual prefeito, Geraldo Júlio (PSB), que busca a reeleição. Pernambuco é o estado onde Lula nasceu — e onde ele teve 71% dos votos válidos no primeiro turno na eleição de 2006. A conclusão é que, para o petista, a derrota na capital pernambucana também é mau sinal para 2018.

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Kalil, o adversário do candidato de Aécio, chegou ao segundo turno com apenas 23 segundos de tempo de televisão. Na tentativa de evitar essa humilhante derrota, o senador Aécio deixou seu gabinete em Brasília e as agendas nacionais partidárias de lado para arregaçar as mangas e fincar o pé na capital mineira na última semana da eleição. Sua irmã, Andrea Neves, e um dos seus principais aliados no estado, o deputado federal tucano Marcus Pestana, intensificaram a participação na campanha. A intervenção significou uma mudança radical no discurso de João Leite. Ele deixou as delicadezas de lado e partiu para o ataque contra o adversário. De dívidas trabalhistas a falta de pagamento de IPTU, as acusações inundaram suas entrevistas e sua propaganda de TV. Em uma semana, sua equipe reuniu mais de 100 denúncias de ex-­funcionários contra Kalil.

Já Lula nem sequer deu as caras no Recife no segundo turno, mesmo porque não foi convidado. A justificativa oficial dos estrategistas de João Paulo é que, em tempos de dinheiro curto, não valeria a pena gastar para montar um grande comício com a principal liderança nacional do PT. Outra hipótese é que tenham concluído que Lula, neste momento, mais atrapalha do que ajuda. Um dos candidatos que mais se apoiaram na presença do petista na campanha no primeiro turno foi Jandira Feghali (PCdoB), postulante à prefeitura do Rio. Colheu um desastre. Terminou em sétimo lugar.

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