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Citigroup, maior instituição bancária dos EUA, pode ser vendido

Por Da Redação
21 nov 2008, 12h20

Por André Pontes

Em meio à crise financeira internacional, a notícia de que executivos do Citigroup avaliam a possibilidade de vender parte ou a totalidade da maior instituição bancária dos Estados Unidos movimentou os mercados e o noticiário econômico nesta sexta-feira. De acordo com o Wall Street Journal, executivos devem discutir nesta tarde a possível negociação. A conclusão, porém, ainda pode demorar semanas ou meses.

As razões do possível negócio são claras: nesta quarta-feira, as ações do banco caíram abaixo dos 7 dólares – a pior cotação desde 1995, conforme informou a coluna Radar on-line de VEJA.com. Um dia depois, houve perdas de 26% nas ações em Nova York, e o banco perdeu metade de seu valor em apenas quatro dias.

De acordo com o economista Eduardo Gianetti, boa parte dos problemas do Citigroup é conseqüência do processo de incorporação da American Express. “Esta compra foi mal conduzida. Em determinado momento, eles tinham dois funcionários para cada cargo, ou seja, o custo operacional ficou caro”, afirmou ele a VEJA.com. “Na atual crise, o grupo também teve uma postura muito agressiva e não se deu bem”, completou.

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Para o economista e professor da Pontífica Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Gilson Garofalo, uma possível venda do Citigroup não alteraria muito o cenário da crise financeira mundial. “A marca é reconhecida internacionalmente, é uma referência. Mas, como isso seria uma venda, uma incorporação, a perda final se tornaria simbólica. Alguém vai ficar forte e, com isso, a tendência é ter uma instituição forte para fazer frente a esse novo cenário mundial”, explicou.

Como maior nome do setor bancário americano, o Citigroup tem ativos de 1,25 trilhão de dólares, o equivalente a 3 trilhões de reais, à frente do JPMorgan Chase (911 bilhões) e do Bank of America (785 bilhões). Só para se ter uma idéia das dimensões desses gigantes, basta uma comparação: no Brasil, a união Itaú-Unibanco, maior banco do Hemisfério Sul, conta com ativos de 575,1 bilhões de reais. Já o Banco do Brasil, com a compra da Nossa Caixa Federal, passou a ter 512,4 bilhões de reais.

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