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Caso PC: júri de ex-seguranças entra no terceiro dia

Parentes do ex-tesoureiro da campanha de Collor foram ouvidos nesta terça; filha disse que Suzana Marcolino era “ciumenta” e que pai iria acabar namoro

Por Da Redação
8 Maio 2013, 08h35

O julgamento dos quatro ex-seguranças do ex-tesoureiro e empresário Paulo César Farias, o PC, entra nesta quarta-feira no terceiro dia. Desde o começo do julgamento, na segunda-feira, já foram ouvidas quinze testemunhas, entre elas a filha e o irmão de PC. O empresário e sua namorada, Suzana Marcolino, foram encontrados mortos a tiros em junho de 1996, na casa do empresário, na praia de Guaxuma, Maceió (AL) . Os ex-seguranças são acusados por participação nas mortes ou de omissão, já que eram os únicos presentes no local do crime.

Nesta quarta-feira, é a vez dos jurados ouvirem uma prima de Suzana Marcolino, a namorada de PC que foi encontrada morta ao seu lado. Na terça-feira, os jurados ouviram testemunhas que corroboraram a versão de que o crime foi de natureza passional – Suzana teria matado PC por ciúmes e em seguida se suicidado -, uma versão que implica na inocência dos ex-seguranças.

Entre as testemunhas estava Augusto Farias, irmão de PC. Ele disse que está convencido da inocência dos réus e contou que foi pressionado por policiais para culpar os ex-seguranças à época do crime. Já o Ministério Público não crê nessa versão. Os réus respondem por duplo homicídio. À época do crime, eles eram policiais militares e atuavam como seguranças do ex-tesoureiro da campanha de Fernando Collor à Presidência.

Testemunhas – No segundo dia do julgamento, os jurados também ouviram a filha de PC, Ingrid Pereira de Farias. Ela contou que Suzana era “muito ciumenta” e que o pai havia dito antes de morrer que pretendia dar um fim ao relacionamento.

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Antes de Ingrid, foi a vez da empresária Mônica Aparecida Calheiros falar. Ela disse que Suzana Marcolino comprou o revólver utilizado na morte dela e do ex-tesoureiro da campanha de Fernando Collor. Ela contou que havia ganhado a arma do marido para que usasse na segurança da churrascaria que eram donos. Como não utilizava o revólver, resolveu vendê-lo para Suzana – que testou a arma no mesmo dia, numa área isolada do restaurante. Ela não soube precisar a data em que ocorreu a transação, mas disse ter ocorrido dias antes do crime. Suzana pagou com um cheque de 350 reais pela arma.

Também foi ouvido o jornalista Joaquim de Carvalho, repórter que cobriu o caso para VEJA e escreveu reportagens sobre o ex-tesoureiro durante o governo Collor (1990-1992). Carvalho foi chamado por causa da reportagem “Caso Encerrado”, publicada em VEJA em agosto de 1996. O texto concluía que o crime fora de natureza passional e afastava a tese de queima de arquivo. O jornalista falou sobre sua apuração e contou que PC lhe havia confidenciado antes do crime que estava com um “novo amor”.

Já a empresária Claudia Dantas, apontada como esse “novo amor” de PC Farias, também foi ouvida nesta terça. Ela era suspeita de ter sido pivô da crise entre o casal que culminou no assassinato, segundo a tese de crime passional defendida pelos advogados dos seguranças. Dantas negou ter mantido relacionamento estável com o empresário e disse que os dois estavam apenas se conhecendo na época do crime. Ela contou ainda que PC havia dito a ela dois dias antes do crime que pretendia acabar o relacionamento com Suzana.

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