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Campos diz que monitora caos em PE e pede ‘bom senso’

Candidato à Presidência da República, ex-governador foi criticado por publicar foto em jatinho no dia em que seu Estado registra pânico nas ruas

Por Talita Fernandes 15 Maio 2014, 19h41

Após ser criticado por ter publicado uma foto com a mulher em um jatinho enquanto seu Estado vive um dia de pânico, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) afirmou que está monitorando à distância a crise de segurança e pediu “bom senso” nas negociações pelo fim da greve de policiais.

“Tenho mantido contato permanente com o governador João Lyra e acompanho o desenrolar das negociações. A hora agora é de bom senso, de lutarmos juntos por melhores salários, sem contudo deixar a sociedade pernambucana no medo e na insegurança”, afirmou, em nota, o futuro candidato à Presidência. Procurada pelo site de VEJA, a assessoria nacional do PSB disse que o governador não voltará a se manifestar e que ele está em São Paulo reunido com executivos do Twitter.

Pela manhã, Campos publicou no seu Facebook uma foto ao lado de sua mulher, Renata, e do seu filho Miguel, de quatro meses, dentro de um jato com os dizeres “São Paulo, lá vamos nós!”. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, ele apagou a imagem em seguida. Diante do caos em Pernambuco, que registra onda de saques e homicídios, houve forte reação nas redes sociais. “A referida foto foi postada hoje pela manhã pela assessoria da pré-campanha. Imediatamente foi retirada, por decisão da própria assessoria e do comando da campanha”, afirmou, por escrito, o ex-governador.

A onda de violência atinge em cheio uma das bandeiras eleitorais de Campos, que lançou no Estado o programa Pacto pela Vida, destinado à redução da criminalidade. “O povo de Pernambuco sabe dos esforços que realizamos para garantir a melhoria da segurança pública no nosso estado. O Pacto pela Vida conseguiu reduzir os índices de violência por sete anos consecutivos”, disse na nota oficial.

Campos também foi alvo de protestos em frente ao Palácio das Princesas, sede do governo pernambucano.

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Desde a saída de Campos, o Estado é comandado por João Lyra Neto (PSB), que era seu vice. Lyra Neto pediu auxílio do governo federal para tentar controlar a situação. Homens da Força Nacional de Segurança foram enviados ao Estado. O Exército assumiu o comando da segurança em todo o território de Pernambuco, coordenando, inclusive, as ações da Secretaria de Defesa Social (SDS) e das polícias Civil e Militar. A decisão segue os termos do Acordo de Cooperação Federativa firmado entre a União e o Estado.

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