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BC bloqueia R$ 11 milhões da mulher de Sérgio Cabral

Dinheiro está em contas pessoais e na do escritório de Adriana Ancelmo. Banco Central encontrou e bloqueou apenas 454 reais na conta do ex-governador

Por João Pedroso de Campos - Atualizado em 21 Nov 2016, 19h20 - Publicado em 21 Nov 2016, 17h56

A pedido do juiz federal Sergio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato em Curitiba, o Banco Central bloqueou 11 milhões de reais em contas de Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, e nas de seu escritório de advocacia, o Ancelmo Advogados. Nas contas de outras três pessoas físicas investigadas, incluindo Cabral, e sete pessoas jurídicas, entre as quais duas empresas do peemedebista, foram bloqueados apenas 7.544 reais.

Dos 11 milhões de reais bloqueados da mulher de Cabral, dez milhões de reais estão em uma conta pessoal dela no banco Itaú e um milhão de reais está dividido em contas de seu escritório nos bancos Itaú, Bradesco e Santander. Segundo as investigações da Operação Calicute, desdobramento da Lava Jato que levou Cabral à prisão, o escritório de advocacia de Adriana Ancelmo recebeu 73 milhões de reais enquanto Cabral esteve à frente do Palácio Guanabara, sede do Executivo fluminense, entre 2007 e 2014.

De acordo com o Ministério Público Federal, parte do dinheiro teve origem em empresas que detêm concessões de serviços públicos com o estado do Rio de Janeiro. São os casos do Metrô Rio, que repassou 1,9 milhão de reais ao escritório, a CEG, que desembolsou 865.653 reais, a Oi/Telemar, que pagou 10,5 milhões de reais, e a Light, que fez pagamentos de 3,5 milhões de reais ao Ancelmo Advogados.

Nas contas de Sérgio Cabral, uma no Bradesco e outra no Citibank, foram encontrados e bloqueados apenas 454 reais. A Objetiva Gestão e Comunicação Estratégica e a SCF Comunicação e Participações, ambas de Cabral, também não tiveram nenhum real bloqueado pelo BC. Assim como as firmas do peemedebista, outras três empresas alvos de bloqueios de dinheiro pedidos por Sergio Moro não tiveram valores retidos.

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Carlos Emanuel de Carvalho Miranda, apontado pelas investigações como operador financeiro do ex-governador, teve 1.717 reais bloqueados em sua conta pessoal e outros 5.373 reais retidos em contas de duas empresas de que figura como sócio, a Carlos Emanuel de Carvalho Miranda Consultoria e a LRG Agropecuária.

O ex-secretário de Governo da gestão de Cabral Wilson Carlos não teve dinheiro bloqueado pelo Banco Central porque não tinha saldo positivo em nenhuma de suas três contas pessoais. Assim como o ex-chefe, tanto Wilson Carlos quanto Carlos Miranda foram presos na Operação Calicute.

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